A produção industrial brasileira registrou alta de 0,1% em junho, na comparação com o mês anterior, encerrando dois meses consecutivos de queda acumulada de 1,2% em abril e maio. Apesar da reversão, o resultado ficou abaixo da expectativa de alta de 0,4% apontada por analistas.
No acumulado do primeiro semestre de 2025, a produção industrial teve expansão de 1,2%, e registrou avanço de 2,4% nos últimos 12 meses. Ainda assim, em comparação a junho de 2024, houve retração de 1,3%.
Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, o resultado positivo foi disseminado: 17 das 25 atividades industriais apresentaram crescimento na passagem de maio para junho. O setor automotivo foi o principal destaque, com alta de 2,4%. Também registraram expansão os segmentos de metalurgia (1,4%), celulose e papel (1,6%), produtos plásticos (1,4%) e farmoquímicos (1,7%).
Em contrapartida, os setores com maior impacto negativo incluíram indústrias extrativas (-1,9%), alimentos (-1,9%) e biocombustíveis e derivados do petróleo (-2,3%).
Especialistas apontam que o resultado modesto reflete limitações trazidas pela política monetária mais restritiva — com a Selic em 15% — e pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que impactam investimentos e exportações.
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