Painel Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026

Geral

Região de Fraqueza no Campo Magnético da Terra Continua a Se Expandir, Diz Estudo Científico

Cientistas alertam que uma área de campo magnético enfraquecido na superfície da Terra, conhecida como Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), está aumentando de tamanho e ficando ainda mais fraca

Painel Rondônia
Por Painel Rondônia
Região de Fraqueza no Campo Magnético da Terra Continua a Se Expandir, Diz Estudo Científico
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Pesquisadores alertam que uma área de enfraquecimento do campo magnético da Terra, conhecida como Anomalia Magnética do Atlântico Sul, continua crescendo e perdendo intensidade ao longo dos anos, segundo dados obtidos por satélites espaciais.

Essa anomalia se estende por uma vasta região que vai do Atlântico Sul até partes da África e do Brasil, abrangendo principalmente as regiões Sudeste e Centro-Oeste. Nessa área, o campo magnético terrestre — responsável por proteger o planeta contra partículas solares e cósmicas — é significativamente mais fraco do que em outras partes do mundo.

Estudos recentes indicam que, nos últimos 11 anos, a área afetada aumentou cerca de 0,9% da superfície do planeta, enquanto a intensidade do campo em seu ponto mais fraco caiu para aproximadamente 22 microtesla, valor bem abaixo da média global, que gira em torno de 50 microtesla.

Leia Também:

Enquanto essa região apresenta enfraquecimento, outras partes do planeta registram o efeito contrário. Áreas no hemisfério norte, como a Sibéria, têm mostrado fortalecimento do campo magnético, evidenciando que o fenômeno não ocorre de forma uniforme.

Especialistas explicam que a expansão da anomalia não indica, necessariamente, uma reversão iminente dos polos magnéticos da Terra. Essas variações são consideradas processos naturais, ligados ao movimento do ferro líquido no núcleo externo do planeta, responsável pela geração do campo magnético.

Apesar de não representar risco direto à saúde humana, a anomalia pode impactar satélites em órbita baixa, que ficam mais expostos à radiação ao atravessar a região, além de interferir em sistemas de navegação e comunicação.

Por isso, agências espaciais e centros de pesquisa seguem monitorando constantemente a evolução do campo magnético terrestre, buscando compreender melhor suas mudanças e minimizar possíveis impactos tecnológicos no futuro.

FONTE/CRÉDITOS: ADM 2
Comentários: