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Terça-feira, 14 de Abril de 2026

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PF assume gestão de armas de colecionadores, atiradores e caçadores a partir de terça-feira

Transferência do Exército para a Polícia Federal estava prevista no decreto assinado por Lula em 2023

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Por Painel Rondônia
PF assume gestão de armas de colecionadores, atiradores e caçadores a partir de terça-feira
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A partir da próxima terça-feira (1º/7), a Polícia Federal (PF) passará a ser responsável pelos serviços relacionados ao registro, compra, transferência e porte de armas para coleccionadores, atiradores esportivos e caçadores (CACs) — atualmente geridos pelo Exército Brasileiro .

A mudança, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua eleição para o terceiro mandato, foi instituída por meio de um decreto assinado pelo chefe do Executivo em julho de 2023. O documento estabeleceu novas regras para aquisição, posse, porte e uso de armas de fogo pela população civil.

Transição "escalonada" e novo sistema

Com a entrada em vigor da portaria, a PF começará a assumir tarefas como autorização de compra e transferência de armas, além do registro de CACs. A transição será feita de forma “escalonada” , com prioridade para a manutenção da continuidade dos serviços, conforme informou a corporação.

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Uma das novidades anunciadas é a criação de um painel de Business Intelligence (BI) , ainda em desenvolvimento, que reunirá dados estatísticos sobre os processos envolvendo colecionadores, atiradores e caçadores. O objetivo é aumentar a transparência e agilizar a análise de informações.

Transferência após desgaste entre governo e Forças Armadas

A decisão de retirar essas atribuições do Exército surgiu durante a transição governamental entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) . Foi adotada em um momento de desgaste nas relações entre o novo governo federal e as Forças Armadas , especialmente após os eventos de 8 de janeiro de 2023.

Com a medida, o Exército perde parte de suas competências na área de controle de armamento, enquanto a PF — órgão vinculado diretamente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública — ganha maior protagonismo em demandas ligadas à segurança pública.

Polêmica sobre flexibilização

Durante o governo anterior, Bolsonaro relaxou as regras para posse e aquisição de armas , ampliando o acesso de civis ao armamento. Em 2020, por exemplo, os registros de novas armas por pessoas físicas cresceram 252,3% nos primeiros quatro meses do ano , em comparação com o mesmo período de 2019, segundo levantamento do Metrópoles .

Essa política foi alvo de críticas da oposição, que alertava para um possível aumento da violência e da circulação de armas ilegais no país.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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