A mais recente fuga registrada no sistema prisional de Rondônia escancara uma realidade preocupante: criminosos de alta periculosidade continuam conseguindo escapar e, em alguns casos, repetidamente.
Fernando Ferreira da Silva, de 32 anos, é o principal exemplo. Natural de Ji-Paraná e conhecido pelo apelido “Furúnculo”, ele acumula mais de 200 anos em condenações por crimes graves como homicídio, latrocínio, roubo, tráfico de drogas e receptação. Mesmo com esse histórico, conseguiu fugir pela sétima vez do sistema prisional.
A fuga aconteceu na Penitenciária Estadual Milton Soares de Carvalho, em Porto Velho, na última terça-feira, e envolveu ao todo sete detentos. Segundo informações do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), os presos cavaram um túnel, utilizado como rota de escape para sair da unidade.
Durante as buscas, as forças de segurança mobilizaram um helicóptero e intensificaram operações na região na tentativa de localizar os foragidos. Até o momento, apenas um dos detentos foi recapturado.
Os demais seguem sendo procurados:
- Cleisson Batista Barros
Evandro Pereira da Silva Junior
Fernando Ferreira da Silva
Juliano Leite Souza Brasil
Teder Eder Alves Balbino
Ronei Barroso de Matos
A reincidência de fugas, especialmente envolvendo detentos com longo histórico criminal, levanta questionamentos sobre a segurança nas unidades prisionais e a efetividade do sistema de custódia.
Fernando foi preso pela primeira vez em 2013 e, desde então, acumula passagens constantes pelo sistema. A sucessão de fugas reforça um alerta: não se trata apenas de um caso isolado, mas de um problema estrutural que desafia as autoridades.
Enquanto as buscas continuam, a população acompanha com preocupação, principalmente diante do perfil dos foragidos e do risco que representam.
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