A Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau) emitiu um alerta importante à população sobre a necessidade de manter hábitos rigorosos de higiene na manipulação de alimentos. Segundo a pasta, práticas comuns do dia a dia, muitas vezes vistas como inofensivas, estão entre as principais causas de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) no estado, podendo provocar infecções graves e até internações hospitalares.
De acordo com especialistas, um dos erros mais frequentes nas cozinhas brasileiras é a lavagem de carnes cruas, especialmente o frango. A nutricionista da Sesau, Adriana Herrig de Castro, explica que essa prática aumenta o risco de contaminação cruzada, espalhando microrganismos pela pia, bancada e utensílios. “Ao lavar o frango na pia, a água não elimina as bactérias. Pelo contrário, espalha agentes como a Salmonella. O único método seguro para eliminá-los é o cozimento em temperaturas adequadas”, destacou.
Além das carnes, a Sesau chama atenção para a higienização correta de frutas, verduras e legumes. A recomendação técnica é que os vegetais sejam lavados em água corrente e depois fiquem imersos em solução clorada — utilizando uma colher de sopa de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, por 15 minutos — garantindo a eliminação de bactérias e parasitas.
A secretaria reforça que atitudes simples fazem diferença na prevenção, como lavar bem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos, separar produtos crus de alimentos prontos e utilizar utensílios diferentes para carnes e saladas. Manter a geladeira limpa, armazenar corretamente os alimentos e respeitar prazos de validade também são cuidados essenciais para reduzir riscos à saúde.
As infecções alimentares ocorrem após o consumo de alimentos ou água contaminados por bactérias, vírus ou parasitas. Os sintomas podem variar de leves a graves, especialmente em grupos de risco como crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade comprometida. Entre os sinais mais comuns estão náuseas, vômitos persistentes, cólicas abdominais, diarreia com muco ou sangue, febre, calafrios e sintomas de desidratação, como boca seca e sede intensa.
A Sesau orienta que casos leves, com poucos episódios de diarreia ou vômitos e sem febre alta, devem ser avaliados em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Já situações moderadas ou graves, com febre persistente, sinais de desidratação, prostração ou pacientes em grupos vulneráveis, exigem atendimento imediato em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou pronto-socorro.
O secretário estadual de Saúde, Jefferson Rocha, ressaltou que o cuidado começa dentro de casa, mas que o atendimento médico é fundamental diante do surgimento de sintomas. “A prevenção começa em casa, mas diante do surgimento de sinais é essencial procurar uma unidade de saúde para evitar complicações como desidratação severa”, afirmou.
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