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Sabado, 28 de Fevereiro de 2026

Policial

Perícia brasileira revela que Juliana Marins sobreviveu até 32 horas após a queda no Monte Rinjani

Nova autópsia no IML do Rio indica que a publicitária sofreu múltiplos traumas e hemorragia interna, suportando prolongado sofrimento antes de falecer

LILIAN QUELE
Por LILIAN QUELE
Perícia brasileira revela que Juliana Marins sobreviveu até 32 horas após a queda no Monte Rinjani
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Uma perícia recente realizada no Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro indica que a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, pode ter sobrevivido até 32 horas após sua queda no Monte Rinjani, na Indonésia. A conclusão baseia-se em exames entomológicos e análises forenses que apontam a presença de larvas no couro cabeludo e tórax da vítima, indicando um período prolongado de vida após o acidente.

Juliana sofreu a queda na manhã do dia 21 de junho, por volta das 4 horas (horário local). O laudo pericial estima que a morte ocorreu por volta do meio-dia do dia seguinte, 22 de junho. Segundo os peritos Reginaldo Franklin Pereira e Nelson Massini, a publicitária apresentou múltiplos traumas, incluindo fraturas na pelve, costelas e fêmur, além de hemorragia interna causada por impacto de alta energia.

Após a segunda queda sofrida por Juliana, ela teria sobrevivido por cerca de 10 a 15 minutos, enfrentando intenso sofrimento respiratório antes do óbito.

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Apesar das dificuldades impostas pelo fato de o corpo ter sido embalado em formol antes da chegada ao Brasil, o laudo conseguiu preservar importantes evidências das lesões externas e internas, permitindo uma análise detalhada do caso.

A nova perícia representa um avanço significativo para a família, que busca respostas e justiça. A irmã de Juliana, Mariana Marins, acompanhou a apresentação do laudo, que também contou com a presença da Defensoria Pública e da Polícia Civil. Essas instituições defendem uma investigação mais rigorosa sobre a demora no resgate, já que imagens de drones indicaram sinais de vida próximos ao local da queda, mas o acesso à vítima só ocorreu dias depois.

A Defensoria Pública solicitou a instauração de inquérito pela Polícia Federal, além da possibilidade de ação civil internacional e encaminhamento à Organização das Nações Unidas (ONU), com base no princípio da extraterritorialidade.

Este caso reforça a necessidade de aprimoramento dos protocolos de resgate em ambientes remotos e destaca o papel fundamental da perícia forense em garantir esclarecimento e justiça em casos de grande complexidade.

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