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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

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Polícia abre investigação após tiro de PM ferir cantor gospel em ônibus da Barra Funda Subtítulo:

João Igor foi atingido na perna e no braço durante confusão com policial fardado como passageiro; irmão do artista também envolvido e nega posse de entorpecentes

LILIAN QUELE
Por LILIAN QUELE
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As polícias Civil e Militar de São Paulo iniciaram investigação após o cantor gospel João Igor, de 26 anos, ser baleado durante uma abordagem policial dentro de um ônibus no Terminal Rodoviário da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na tarde de 30 de julho de 2025.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP), o policial militar, que viajaria para Bauru, sentiu cheiro de maconha vindo da bagagem de dois passageiros e decidiu abordar João Igor e o irmão dele. Durante a abordagem, houve luta corporal entre o agente e os irmãos, resultando em queda dos três pela escada do ônibus. Nesse momento, disparos da arma do policial atingiram o cantor na coxa e no braço esquerdo.

João Igor foi levado à Santa Casa, passou por cirurgia e segue internado, devendo se submeter a novo procedimento médico em breve. O policial teve ferimentos na mão e recebeu atendimento na UPA da Lapa. O outro passageiro que estava com João Igor não se feriu, e em sua bolsa foi encontrada substância com características semelhantes à maconha.

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O boletim de ocorrência foi registrado no 91º Distrito Policial, no Ceasa, com as qualificações de resistência à intervenção policial, lesão corporal decorrente de intervenção policial e localização/apreensão de objeto.

A defesa do cantor afirma que nem João Igor nem o irmão portavam qualquer entorpecente. Segundo nota divulgada pela advogada, o irmão teria tentado impedir que o policial tomasse o celular do cantor durante uma chamada de vídeo, momento em que o disparo teria ocorrido. A defesa classifica a ação como violenta e improcedente, destacando que os envolvidos foram vítimas dentro de um veículo em espaço público.

Foram solicitados exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para apuração dos fatos.

FONTE/CRÉDITOS: agenciabrasil.ebc.com.br
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