Painel Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

Política

PL diz ter votos para aprovar projeto da anistia e pressiona por votação rápida

Levantamento de apoio partidário ao projeto da anistia feito pelo líder do PL na Câmara, compartilhado com o blog, indica que o partido teria 309 dos 513 votos a favor do perdão aos condenados.

Painel Rondônia
Por Painel Rondônia
PL diz ter votos para aprovar projeto da anistia e pressiona por votação rápida
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante (RJ), diz já contar com apoio suficiente na Câmara dos Deputados para aprovar o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O deputado pretende intensificar a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), durante a reunião de líderes partidários marcada para a próxima quarta-feira (3). O PL quer que a anistia seja votada na semana de 7 de abril.

De acordo com o levantamento de apoio partidário ao projeto da anistia feito por Sóstenes e compartilhado com o blog, o PL teria 309 dos 513 votos a favor do perdão aos condenados.

Leia Também:

“Se tudo der certo, nós vamos colocar quórum de PEC [Proposta de Emenda à Constituição] na votação do PL da anistia”, disse Sóstenes.

Para o PL ser aprovado, é necessário que haja presença mínima de 257 deputados e que metade dos votos mais um seja a favor do projeto. A votação acontece em um turno.

Para uma PEC ser aprovada na Câmara, são necessários os votos de 3/5 dos deputados (308), em dois turnos de votação.

PL afirmou ter o apoio de 80% dos deputados do PSD, 95% do Republicanos e 40% do MDB para aprovar o projetoEsses três partidos possuem ministros no governo Lula: o MDB tem três ministros (Jader Filho, Renan Filho e Simone Tebet); o PSD também tem três (Carlos Fávaro, Alexandre Silveira e André de Paula); e o Republicanos possui um (Silvio Costa Filho).

Em março, o Progressistas, partido do Centrão crucial para a governabilidade de Lula, se mostrou insatisfeito com a ida de Gleisi Hoffmann para Relações Institucionais e indicou que poderia deixar o governo. De acordo com levantamento de Sóstenes, 90% dos deputados do PP apoiam a anistia.

Na mesma época, o União Brasil estava dividido. A ala de Davi Alcolumbre queria manter os ministérios, enquanto a ala de Ronaldo Caiado (que almeja a presidência em 2026) preferia entregar os cargos. O PL afirmou que 80% dos deputados do União apoiam o perdão aos condenados do 8/1.

Levantamento do PL mostra apoio ao PL da Anistia

Federação/Partido Bancada Apoio % Votos
PL 92 100 92
Federação PT - PCdoB - PV 80 0 0
UNIÃO 59 80 47,2
PP 49 90 44,1
Republicanos 45 95 42,75
MDB 44 40 17,6
PSD 44 80 35,2
Federação PSDB - Cidadania 17 60 10,2
PDT 17 - 0
PSB 15 - 0
PODE 15 70 10,5
Federação PSOL - REDE 14 - 0
AVANTE 7 40 2,8
PRD 5 60 3
Solidariedade 5 - 0
NOVO 4 100 4
Sem Partido (Chiquinho Brasão) 1 - 0
TOTAL 513   309,35

Neste domingo (30), uma manifestação convocada por entidades e movimentos de esquerda para protestar contra o PL da anistia registrou baixa adesão em São Paulo.

Segundo a contagem feita pelo Monitor do Debate Político do Cebrap e pela ONG More in Common, o número de manifestantes em São Paulo foi de 6.560, com uma margem de erro de 12%. Já o departamento de Inteligência da Polícia Civil estimou a presença de cerca de 5 mil pessoas.

 

Situação semelhante ocorreu em outra manifestação, no Rio de Janeiro, em 16 de março, em apoio à anistia e convocada por Bolsonaro.

De acordo com os mesmos pesquisadores, o ato no Rio atingiu 18,3 mil pessoas no seu auge, cerca de três vezes o público deste domingo. Em um post nas redes sociais, a Polícia Militar afirmou que o ato em Copacabana reuniu 400 mil pessoas. No entanto, levantamento do Datafolha indicou que 30 mil pessoas estiveram presentes na manifestação.

Última cartada de Bolsonaro

Após Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados se tornarem réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe, bolsonaristas veem o projeto de anistia como uma forma de pressionar a Corte por penas mais brandas aos envolvidos no 8 de janeiro e na tentativa de golpe.

Líderes do centro e do centrão avaliam que há votos suficientes para aprovar a urgência do projeto, mas a decisão de pautar ou não só depende de Motta, que virou alvo da tropa de choque bolsonarista.

É aí que entra a "última cartada" de Bolsonaro.

Os apoiadores do ex-presidente devem intensificar nesta semana a pressão sobre Motta para que a pauta avance e, assim, seja usada como instrumento político. Bolsonaro não busca necessariamente a aprovação final do texto, e a aprovação no Senado não está no horizonte imediato — uma vez que o julgamento do STF deverá ocorrer antes que a matéria avance.

Com isso, o ex-presidente pretende reforçar sua narrativa internacional de que está sendo perseguido judicialmente no Brasil, mostrando que há setores do Legislativo que questionam o processo conduzido pelo STF.

Comentários:
Painel Rondônia

Publicado por:

Painel Rondônia

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais