O Partido Liberal (PL) decidiu não levar adiante as três representações disciplinares contra o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), apesar de pressões de parlamentares petistas que pediam a cassação do deputado.
Segundo fontes ouvidas pela coluna, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), articulou com a bancada para que o partido não responda ao PT “na mesma moeda”, evitando insistir nos processos contra Lindbergh.
Atualmente, tramitam no Conselho de Ética três representações contra o deputado. Uma delas, apresentada pelo partido Novo, é relatada por Fernando Rodolfo (PL-PE). As outras duas foram protocoladas pelo próprio PL.
A primeira trata de declarações de Lindbergh em que chamou a deputada Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa na Itália, de “terrorista”. O caso chegou a ser arquivado, mas dois deputados do PL recorreram à Mesa Diretora. A segunda representação refere-se a ofensas dirigidas ao deputado Gustavo Gayer (PL-GO), e o relator, delegado Fábio Costa (PP-AL), votou pela admissibilidade do processo.
Apesar de ser uma das vozes mais críticas ao bolsonarismo na Câmara, Lindbergh mantém uma relação cordial com Sóstenes Cavalcante, com quem divide a bancada estadual do Rio de Janeiro.
Comentários: