Na manhã desta sexta-feira (5), a Polícia Federal (PF) deu início à Operação Identitatis Revelatum II, segunda fase de uma investigação que apura um sofisticado esquema de fraude envolvendo saques indevidos de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ação mira um grupo criminoso especializado em fabricar documentos falsos e utilizar identidades clonadas para lucrar com recursos públicos.
Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de Palmas, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal após análise do material colhido pelos agentes federais.
O caso teve origem com a prisão em flagrante de uma mulher que tentava sacar valores do FGTS em uma agência da Caixa Econômica Federal utilizando um documento de identidade falso. O episódio chamou a atenção dos policiais, que iniciaram uma investigação mais aprofundada, descobrindo que a suspeita integrava uma organização criminosa estruturada, já monitorada na primeira fase da operação.
Segundo a PF, o grupo contava com uma divisão de tarefas bem definida: alguns membros produziam os documentos falsos, outros recrutavam “atores” — pessoas que se passavam pelos verdadeiros titulares das contas — e uma terceira ala ficava responsável por movimentar os valores de forma fracionada, tentando burlar os sistemas de monitoramento financeiro.
Os crimes investigados incluem estelionato majorado, falsificação de documento público e associação criminosa. Somadas, as penas previstas na legislação podem ultrapassar 15 anos de reclusão.
A Operação Identitatis Revelatum II reforça o compromisso da PF com o combate à fraude contra o patrimônio público e à exploração criminosa de vulnerabilidades em sistemas de identificação. A investigação segue em curso, com possibilidade de novos desdobramentos nos próximos dias.
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