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Sabado, 29 de Agosto de 2026

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PF aponta superfaturamento de até 35 vezes em livros vendidos por empresa alvo da Operação Coffee Break

Life Tecnologia Educacional teria movimentado R$ 111 milhões em contratos suspeitos com prefeituras paulistas e pagado propina a agentes públicos.

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Por Painel Rondônia
PF aponta superfaturamento de até 35 vezes em livros vendidos por empresa alvo da Operação Coffee Break
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A Life Tecnologia Educacional, alvo da Operação Coffee Break deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (12/11), é acusada de superfaturar em até 35 vezes o valor dos livros vendidos a prefeituras do interior de São Paulo. Segundo a investigação, a empresa acumulou R$ 111 milhões em contratos voltados ao fornecimento de material escolar, firmados por meio de um suposto esquema de corrupção.

A PF também identificou o envolvimento de uma ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de um ex-sócio de um dos filhos do petista nas irregularidades. O grupo, segundo os investigadores, atuava junto a autoridades municipais, empresários, doleiros e lobistas para garantir a vitória da empresa em licitações fraudadas.

O empresário André Gonçalves Mariano, dono da Life e apontado como líder do esquema, foi um dos cinco presos na operação. Também foram detidos o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB), e o secretário de Educação do município, Fernando Gomes de Moraes. Mandados foram cumpridos ainda em Morungaba, Sumaré e Limeira, na região de Campinas.

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De acordo com a PF, a Life vendia livros com preços até 35 vezes superiores ao valor de aquisição. Em alguns casos, a empresa só comprava os materiais após já tê-los vendido às prefeituras. O esquema operava, segundo a investigação, desde pelo menos 2021.

O modelo de atuação envolvia três núcleos: a Life Tecnologia, sob liderança de Mariano; agentes públicos; e doleiros. O empresário, conforme os autos, tinha acesso privilegiado a secretários de Educação e “criava a demanda” pelos próprios produtos — como livros, kits de robótica e materiais pedagógicos — manipulando os processos licitatórios para assegurar a contratação da empresa em troca do pagamento de propina.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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