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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

Política

Pesquisas: anistia não. Prisão sim. E 2026 no radar

Juntos, antipetismo e a situação econômica do Brasil deverão ser fortes o suficiente para derrotar Lula em 2026

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Por Painel Rondônia
Pesquisas: anistia não. Prisão sim. E 2026 no radar
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Não. O Brasil não quer a anistia para os condenados pelos atos de vandalismo ocorridos na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, nem para os líderes, mandantes e financiadores da trama golpista que, não, não se resumiu apenas à violência daquele dia.

Os números nos são mostrados nas duas últimas pesquisas de opinião publicadas sobre o assunto. Enquanto no levantamento da Genial-Quaest, 56% dos entrevistados não querem a anistia, no Datafolha, 52% querem cadeia para Jair Bolsonaro, apontado pela Polícia Federal e denunciado pela Procuradoria-Geral da República como um dos responsáveis.

Estes números são importantes para rechaçar uma das principais teses falaciosas dos bolsonaristas, a de que o povo brasileiro está ao lado do “mito” e dos vândalos de 8 de janeiro e quer anistia para todos. Definitivamente, não é verdade. 

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Como observado e sabido, também nas ruas, haja vista as duas últimas manifestações bolsonaristas, no Rio de Janeiro e em São Paulo, com públicos bastante reduzidos, as alegações de Malafaia, Nikolas, governadores e do próprio Bolsonaro não se sustentam.

Neste sentido, é difícil acreditar que o Congresso Nacional irá de fato se mobilizar em uma cruzada que não encontra amparo político, legal e popular, muito menos aprisionar o país em uma discussão inútil que, seguramente, caso aprovada no parlamento, será rejeitada na Suprema Corte.

O bolsonarismo precisa de Bolsonaro, isso é fato. Mas a direita brasileira e, principalmente o antipetismo, não. Ao contrário. As mesmas pesquisas anteriores mostram que a rejeição do ex-presidente é enorme e comparável, inclusive, à de Lula. Ou seja, melhor seria a sua não participação direta nas eleições de 2026.

Cálculo eleitoral

Não foi à toa a participação dos governadores considerados pré-candidatos à Presidência da República no ano que vem, na manifestação de domingo, 6, na Avenida Paulista, em São Paulo. Dependentes dos votos bolsonaristas, lá estavam a beijar pés, mãos e botas sujas de golpismo e outras coisas mais.

Porém, há um limite tênue e perigoso em tamanha aproximação. Se “é a economia, estúpido” que decide uma eleição – e também é! -, a associação direta com Jair Bolsonaro pode trazer mais malefício eleitoral que o contrário. O terço “isentão” do eleitorado que se moveu em direção a Lula em 2022, está longe de amar o Jair..

A meu ver, o ideal à direita seria a união em torno de um único nome desde o primeiro turno, e quanto mais distante das pautas radicais bolsonaristas, melhor. Juntos, antipetismo e a situação econômica do Brasil deverão ser fortes o suficiente para derrotar Lula em 2026. Ninguém precisa de um Bolsonaro para atrapalhar.

 
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