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Terça-feira, 10 de Marco de 2026

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Pesquisa revela que 80% das mulheres temem assédio no carnaval

Quase metade das brasileiras afirma já ter sido vítima de violência sexual durante a folia, segundo dados divulgados pelo Instituto Locomotiva.

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Por Painel Rondônia
Pesquisa revela que 80% das mulheres temem assédio no carnaval
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Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada nesta quarta-feira, 11, revela que o medo do assédio atinge 80% das mulheres brasileiras no carnaval. O levantamento aponta que 47% delas já sofreram algum tipo de violência sexual durante o período festivo.

Os dados indicam que o assédio interfere diretamente no direito ao lazer e na ocupação dos espaços públicos. Segundo o estudo, 86% dos entrevistados reconhecem que o problema ainda é uma realidade persistente nas celebrações carnavalescas em todo o país.

Para evitar situações de risco, muitas mulheres adotam estratégias individuais, como circular apenas em grupos e planejar rotas consideradas mais seguras. O comportamento reflete uma limitação na liberdade de aproveitar a festa de maneira plena e segura.

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Divergência de percepções entre gêneros

O estudo, que ouviu 1.503 pessoas com mais de 18 anos, identificou diferenças significativas entre as opiniões de homens e mulheres. Entre os homens, 28% acreditam que quem pula carnaval sozinho tem a intenção de se relacionar com alguém.

Além disso, 23% dos homens consideram que a roupa utilizada pela mulher pode indicar a intenção de beijar. Um dado alarmante mostra que 12% dos entrevistados do sexo masculino consideram aceitável “roubar” um beijo de uma mulher alcoolizada.

Essas percepções, segundo o instituto, são frequentemente utilizadas para justificar atos de violência. A crença de que “ninguém é de ninguém” no carnaval ainda é compartilhada por 20% dos homens e 14% das mulheres ouvidas.

Responsabilidade coletiva e conscientização

Apesar dos indicadores negativos, a pesquisa traz um ponto de otimismo ao mostrar que 96% dos brasileiros reconhecem a importância das campanhas de combate ao assédio. A conscientização é vista como ferramenta essencial para mudar o cenário atual.

A maioria dos entrevistados, somando 86%, defende que o enfrentamento à violência sexual deve ser uma responsabilidade de toda a sociedade. A diretora do instituto ressalta que o problema não é exclusivo das mulheres, mas sim um desafio social coletivo.

A mudança de comportamento e a vigilância constante são apontadas como caminhos para que o carnaval se torne um ambiente inclusivo. O objetivo é garantir que a diversão não seja interrompida por práticas criminosas travestidas de brincadeira.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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