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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

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Oposição aciona Conselho de Ética e MPF contra deputada Erika Hilton por suposta nomeação irregular

Representações apontam improbidade e quebra de decoro parlamentar por suposto uso de cargos comissionados para fins distintos

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Por Painel Rondônia
Oposição aciona Conselho de Ética e MPF contra deputada Erika Hilton por suposta nomeação irregular
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Na terça-feira (24/6), parlamentares da oposição encaminharam representações ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e ao Ministério Público Federal (MPF) contra a deputada federal Érika Hilton (PSol-SP) . As denúncias, baseadas em reportagem do portal Metrópoles , acusam a parlamentar de improbidade administrativa e quebra do decoro parlamentar por conta da nomeação de dois maquiadores para cargos comissionados no gabinete dela.

Os autores das representações — entre eles o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) — argumentam que os profissionais, Ronaldo Hass e Índy Montiel , foram contratados como secretários parlamentares , mas não estariam desempenhando as funções típicas do cargo, como assessoria legislativa, elaboração de projetos de lei ou organização de agendas.

De acordo com o Portal da Transparência , Ronaldo Hass foi nomeado em maio de 2025 e recebe cerca de R$ 9,6 mil mensais , enquanto Índy Montiel assumiu em 9 de junho deste ano , com remuneração de aproximadamente R$ 2,1 mil .

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“Não há qualquer indício concreto de que os mencionados agentes exerçam atividades compatíveis com as atribuições inerentes ao cargo de secretário parlamentar”, afirma o documento apresentado ao Conselho de Ética.

A representação também destaca que a manutenção dos nomes nos cargos configura desvio de finalidade , violando os princípios da administração pública previstos no artigo 37 da Constituição Federal , bem como o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara .

No pedido ao Ministério Público Federal , é solicitada a instauração de inquérito civil para apurar possíveis atos de improbidade administrativa , além de eventual ressarcimento aos cofres públicos .

O documento solicita ainda a realização de diligências instrutórias no gabinete de Érika Hilton , incluindo a análise de rotinas de trabalho, documentos internos e registros fotográficos ou audiovisuais que comprovem as atividades exercidas pelos servidores.

A deputada Érika Hilton afirmou à imprensa que os dois assessores são maquiadores, mas atuam nas demandas legislativas, colaborando com a comunicação e a imagem institucional da parlamentar. “Sempre que possível, eles me maquiam, e eu os credito por isso”, disse em nota anterior à revelação.

O caso promete gerar debates sobre o uso de verbas e cargos comissionados na Câmara, especialmente em tempos eleitorais, quando a pressão por transparência e correção fiscal tende a aumentar.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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