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Sabado, 02 de Maio de 2026

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ONG Human Rights Watch aponta falhas graves em investigação de mortes no Rio

A organização internacional criticou a polícia fluminense por não preservar os locais dos tiroteios na Operação Contenção, o que pode ter levado à perda de provas cruciais. A ONG fala em "desinteresse proposital".

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Por Painel Rondônia
ONG Human Rights Watch aponta falhas graves em investigação de mortes no Rio
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A Organização Não Governamental (ONG) Human Rights Watch denunciou que a polícia do Rio de Janeiro cometeu falhas “cruciais” na investigação das 121 mortes ocorridas durante a Operação Contenção, em 28 de outubro. Em nota pública, a ONG afirmou que as falhas se relacionam a um “desinteresse proposital” por envolverem uma população majoritariamente negra e de baixa renda.

Segundo César Muñoz, diretor da Human Rights Watch no Brasil, a polícia fluminense “não preservou o local dos tiroteios para análise, uma medida muito importante para determinar as circunstâncias das mortes”.

“Estamos muito preocupados com o fato de que etapas cruciais da investigação não foram realizadas e que provas importantes podem já ter sido perdidas”, declarou Muñoz.

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Cenário de barbárie e denúncias

A Operação Contenção, que envolveu 2.500 policiais nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, registrou alta letalidade. As mortes ocorreram em tiroteios intensos e em uma área de mata após uma emboscada do Bope em uma rota de fuga.

Os corpos foram levados por moradores para uma praça na Penha, e familiares denunciaram sinais de execução e tortura, como mãos e pernas amarradas, e uma predominância de vítimas negras e pobres.

A ausência de perícia e o não isolamento dos locais de morte levam à perda de informações cruciais para a investigação, como a confirmação de que os mortos efetuaram disparos de armas de fogo, conforme avalia a Human Rights Watch.

Recomendações da ONG

A Human Rights Watch cobrou que as autoridades brasileiras garantam uma “investigação rápida, completa e independente de cada uma das mortes”.

A ONG também sugeriu medidas como:

A separação da perícia da Polícia Civil.

O investimento em análises forenses independentes e de alta qualidade.

A presença de peritos independentes.

A condução das investigações pelo Ministério Público.

A organização criticou ainda a dificuldade de acesso da Defensoria Pública e de observadores independentes ao Instituto Médico Legal. As polícias civil e militar do Rio de Janeiro não se manifestaram sobre as críticas relatadas na reportagem.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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