A cantora Maiara, 38, revelou recentemente que convive com a doença de alopecia androgenética. Devido à condição, que é caracterizada como uma doença crônica, ela chegou a perder quase todos os fios de cabelo e passou por um tratamento para se recuperar.
Segundo a artista, ela já enfrenta o problema há alguns anos e precisou de ajuda médica para recuperar os fios. A alopecia androgenética, que já afetou Xuxa e outras mulheres, é um tipo de calvície que leva ao afinamento progressivo dos fios e à perda capilar.
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Embora afete ambos os sexos, a alopecia androgenética é mais comum em homens devido aos níveis mais elevados de hormônios masculinos.
A CNN Brasil conversou com o especialista Elson Viana, dermatologista e diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar, que explicou sobre a doença crônica.
“O termo androgenética já diz que é um problema genético hormonal, então existe uma predisposição genética, uma resposta disfuncional a um hormônio que é derivado da testosterona. Esse hormônio derivado da testosterona está envolvido no afinamento desses fios, que tem a predisposição genética”, diz.
Segundo Viana, “o tratamento também é específico, não existe tratamento genérico pra queda de cabelo”.
Como tratar
O dermatologista declara que o tratamento da alopecia androgenética é feita com medicamentos que fazem a redução, bloqueio hormonal desse hormônio que está envolvido no processo, e medicamentos que estimulam o fio a prolongar a fase de crescimento.
“Assim ele fica mais tempo protegido do hormônio. Basicamente é um tratamento para vida toda, não tem cura, então tem que estar tratando para manter os cabelos que ele ainda tem. Na alopécia androgenética, ou seja, na calvície, os cabelos que já foram perdidos não existem regeneração, por isso que é importante começar o tratamento precocemente para manter os cabelos dele”, disse Elson Viana.
O transplante capilar é uma opção para casos avançados, mas deve ser combinado com o uso contínuo de medicamentos para manutenção dos resultados. Ainda assim, o paciente precisa fazer uso de medicamentos e continuar o tratamento normalmente.
“Fazendo ou não o transplante capilar, o paciente deve continuar o tratamento”, conclui o dermatologista.
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