Após uma reunião com Jair Bolsonaro, parlamentares do Partido Liberal (PL) e aliados, realizada nesta quarta-feira (19 de fevereiro), em Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira discutiu com um homem que dizia que o ex-presidente seria preso. O ocorrido veio após a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), contra Bolsonaro, ex-ministros, lideranças políticas e militares envolvendo uma tentativa de golpe de Estado.
Nikolas saía do apartamento do deputado Zucco (PL-RS), localizado na Asa Norte, quando um homem o abordou dizendo que "o homem vai ser preso", em referência a Bolsonaro. O deputado questionou o motivo e o homem rebateu: "Quer uma lista dos crimes? 272 páginas. Dá uma lida lá".
Durante a discussão, Nikolas afirmou que nenhum dos crimes seria de corrupção. "Foi por dinheiro na cueca? Não foi, né? Foi propina? Não foi", disse o parlamentar. Depois disso, o político mineiro anunciou que iria trabalhar e deixou o local de carro, acompanhado por Zucco.
Reunião com Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com integrantes da oposição na Câmara dos Deputados um dia após a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado. Aliados do ex-presidente afirmam que a reunião já estava marcada e não foi motivada pela denúncia, mas ganha força no momento em que o presidente precisará enfrentar uma nova etapa de defesa no Supremo Tribunal Federal (STF).
Publicamente, a bancada afirmou que o encontro com Bolsonaro seria sobre o projeto de lei que anistia os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A oposição tenta reunir votos para pedir ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a inclusão na pauta de um pedido de urgência, que coloca o texto em prioridade de votação.
Com informações de Lucyenne Landim
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