A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central do Brasil (BC), deverá elevar em aproximadamente R$ 4,9 bilhões os compromissos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — um dos mecanismos centrais de proteção aos depósitos e investimentos no país.
Segundo o próprio FGC, o Banco Pleno tem uma base estimada de cerca de 160 mil credores com depósitos e aplicações elegíveis à garantia, cujos valores somam esse montante bilionário.
O pagamento das garantias seguirá as regras do regulamento do fundo, que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira, e será acionado após o liquidante responsável pelo processo organizar o levantamento completo dos credores e seus valores.
A nova “fatura” do FGC se soma a outros compromissos já assumidos nos casos de liquidação de instituições ligadas ao chamado Caso Master, como o Banco Master e o Will Bank, transformando-se em um dos maiores acionamentos de recursos da história do fundo garantidor.
A decisão do BC foi motivada pela deterioração da situação econômico-financeira do Banco Pleno e pela falta de liquidez suficientes para honrar seus compromissos, levando o regulador a encerrar as operações da instituição e acionar o mecanismo de proteção para os investidores afetados.
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