Uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou que uma caminhonete Hilux usada por integrantes do grupo criminoso conhecido como “Comboio do Cão” estava estacionada em uma garagem de condomínio em Águas Claras, contendo drogas avaliadas em cerca de R$ 4,9 milhões. No total, foram apreendidos 194 kg de entorpecentes, entre skunk e cocaína, no veículo.
A operação, batizada de Fratelli Bianchi, cumpriu nesta quinta-feira (25/9) quatro mandados de prisão temporária e nove de busca, apreensão e sequestro patrimonial. As ações foram realizadas não apenas no DF — em Águas Claras, Ceilândia e Samambaia — mas também em Alexânia (GO).
Além dos entorpecentes, foram bloqueadas diversas contas bancárias e sequestrados imóveis e veículos vinculados ao grupo criminoso. As investigações, iniciadas em julho deste ano com base em apreensões anteriores, identificaram que o esquema utilizava empresas de fachada e “laranjas” para lavagem de recursos.
Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) da PCDF, o núcleo operava uma frente de agiotagem — empréstimos ilegais com juros abusivos — utilizando violência, ameaças e retenção de bens como forma de forçar o pagamento das dívidas. Os recursos gerados abasteciam o braço armado da facção.
Dois dos principais investigados já têm condenações por homicídio, tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. As investigações apontam que até homicídios cometidos dentro da facção foram tolerados como forma de fortalecimento interno.
As penas previstas para os crimes atribuídos — organização criminosa, extorsão qualificada, agiotagem e lavagem de capitais — podem ultrapassar 30 anos de reclusão, além de multas.
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