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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025

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Febraban endurece regras contra contas laranja e apostas irregulares

Nova autorregulação obriga bancos a identificar e encerrar contas fraudulentas para combater fraudes e crimes digitais.

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Por Painel Rondônia
Febraban endurece regras contra contas laranja e apostas irregulares
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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou nesta segunda-feira (27) novas diretrizes para reforçar o combate a contas laranja, contas frias e empresas de apostas virtuais (bets) irregulares. A medida obriga as instituições associadas a adotar políticas mais rígidas, encerrando imediatamente contas fraudulentas e reportando ao Banco Central.

Segundo o presidente da Febraban, Isaac Sidney, a iniciativa cria “um marco no processo de depuração de relacionamentos tóxicos com clientes que alugam ou vendem suas contas e usam o sistema financeiro para golpes, fraudes e ataques cibernéticos”.

Principais mudanças

Leia Também:

  • Políticas rígidas para identificação de contas ilícitas e de bets sem autorização;
  • Encerramento imediato de contas suspeitas, com comunicação ao titular;
  • Repasse de informações ao Banco Central para compartilhamento entre instituições;
  • Monitoramento constante pelo setor de Autorregulação da Febraban;
  • Participação das áreas de prevenção a fraudes, jurídica e ouvidoria dos bancos;
  • Punições em caso de descumprimento, incluindo advertência e exclusão do sistema de autorregulação.

Os bancos devem ainda manter políticas internas de conformidade, apresentar declarações de conformidade à Febraban e promover ações de educação e prevenção contra golpes e fraudes.

Contexto

O endurecimento das regras acontece em meio ao aumento de crimes cibernéticos e movimentações financeiras suspeitas no país. Sidney ressaltou que “bancos e fintechs têm o dever de impedir a abertura e manutenção de contas fraudulentas. Contas bancárias não podem servir de abrigo para lavar dinheiro da criminalidade”.

As novas medidas reforçam esforços do Banco Central e da Polícia Federal no combate à lavagem de dinheiro e crime organizado, especialmente após operações que desarticularam esquemas bilionários envolvendo organizações criminosas como o PCC.

Participantes

A autorregulação envolve instituições como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, BTG Pactual, Citibank, Sicredi, entre outros, totalizando dezenas de bancos que passam a adotar o novo marco regulatório.

 

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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