O ex-presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano de Porto Velho (EMDUR), Mário Sérgio Leiras, foi condenado a 10 anos de prisão por envolvimento em um esquema de corrupção que desviou aproximadamente R$ 27 milhões dos cofres públicos da prefeitura. A sentença foi proferida pela Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas do Tribunal de Justiça de Rondônia (Vepema) e executada pela Polícia Federal em Porto Velho no dia 24 de outubro de 2025.
O esquema criminoso foi descoberto após o desaparecimento de cerca de 100 processos licitatórios da sede da EMDUR em julho de 2012. Investigações conduzidas pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) revelaram que o grupo utilizava empresas de fachada e contratos superfaturados para desviar recursos destinados a obras de infraestrutura. Mário Sérgio Leiras foi identificado como o líder da operação, pressionando funcionários a participarem das fraudes.
Inicialmente, Mário Sérgio havia sido absolvido pelo Tribunal de Justiça de Rondônia em 2013, mas o Ministério Público recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a revisão do caso. Com base em novas evidências, a condenação foi mantida, resultando na prisão do ex-presidente da EMDUR.
Além de Mário Sérgio, outras quatro pessoas — três ex-funcionários da EMDUR e um empresário — também foram condenadas por envolvimento no esquema. O empresário era proprietário da empresa favorecida e controlava as empresas "concorrentes", garantindo contratos fraudulentos e superfaturados.
A condenação é um marco na luta contra a corrupção em Rondônia, evidenciando a atuação do MP-RO e das forças de segurança no combate a esquemas que prejudicam os cofres públicos e comprometem o desenvolvimento da região.
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