O Bournemouth, enfim, venceu na Premier League. Neste domingo (18), o mandante no Vitality Stadium bateu o Sunderland por 2 a 0 e superou a sequência de seis jogos sem vitória — três empates e três derrotas. Mesmo no mau momento, o brasileiro Evanilson se manteve como um protagonista e hoje novamente foi importante.
O atacante, logo com cinco minutos de jogo, foi enfiado em profundidade, venceu a disputa com dois defensores — deixando Kevin Danso no chão — e tocou para Marcus Tavernier abrir o placar. No começo do segundo tempo, o camisa 9 dos Cherries ganhou um presente da defesa adversária, saiu na cara do goleiro e limpou o goleiro antes de empurrar para as redes.
Foi o centésimo gol da carreira de Evanilson, que ainda havia provocado a expulsão de Danso, aos 16 da etapa inicial, ao ser puxado de frente para a meta adversária. “Dá para ver a qualidade que ele tem. É um jogador brilhante e muito importante para a equipe”, elogiou o colega Tavenier.
— Ele demonstrou muita tranquilidade e qualidade na jogada do meu gol. Depois, todo o seu esforço sem a bola foi recompensado com o segundo gol.
Uma atuação soberba do brasileiro para reforçar uma visão que o técnico Marco Rose planejava desde a pré-temporada.
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Evanilson tem participado mais do jogo no Bournemouth
Ainda na preparação da pré-temporada, a emissora “BBC” relatou que seu site que o treinador alemão, sucessor de Andoni Iraola no Bournemouth, via o centroavante brasileiro como um jogador capaz de jogar mais recuado, até como camisa 10.
“Rose acredita que Evanilson poderá marcar muito mais gols jogando um pouco mais atrás”, afirmou a publicação na época. É algo bem diferente do antecessor, que o usava sempre como atacante central com um meia de movimentação atrás.
Evanilson tem tido muito mais liberdade para sair da referência e flutuar para outros setores do campo. Com isso, abre mais espaços para os pontas atacarem em diagonal. Foi fora da área, partindo da ponta direita, que ele deu duas assistências, contra Manchester City e Everton. O atacante fica ainda mais livre quando atua em duplas de ataque, como nos jogos contra Chelsea e Sturm Graz.
Uma das provas de sua maior capacidade de associação está nos números de ações com bola. Em média, ele tem 13 toques a mais nesta Premier League (36.9, segundo o “Sofascore”) em comparação à última (23.3). O mapa de calor, que é ilustrado a cada participação ofensiva dele, também ilustra o novo momento.
— Ele oferece muitas coisas ao time. Ele protege a bola, recua para buscar o jogo e pressiona. Seu esforço é realmente extraordinário. […] E, sim, quando recua e joga um pouco mais atrás, continua sendo um jogador muito bom. Com sua qualidade técnica, pode nos oferecer muito — elogiou Marco Rose após revés para o Liverpool.
O número de assistências do camisa 9 no Campeonato Inglês, quatro, já é maior do que em suas duas últimas temporadas somadas (uma em cada).
No fim, porém, o atacante ainda atua centralizado e é a fonte das jogadas por dentro, como no duelo com o Sunderland, recebendo em profundidade para sair na cara do gol. Sua função centralizada também serve como um “mobilizador” do time na hora de pressionar, como relatou Tavernier.
— Todos conhecem a qualidade do Eva com a bola nos pés, isso não é segredo. Mas acho que, às vezes, o que passa despercebido é o quanto ele se esforça quando o time não tem a posse. Hoje, ele correu atrás de bolas que pareciam perdidas, e precisamos que mantenha esse nível para continuarmos evoluindo — destacou o colega.
Nos últimos três jogos, Evanilson enfim desencantou. Marcou contra Chelsea, Sturm e Sunderland. Com mais liberdade e participação fora da área, agora o atacante completa suas atuações com gols e é esperado que seja um condutor do time para retomar o nível que teve na última temporada.
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