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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026

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Diabetes pode começar sem sintomas e diagnóstico precoce evita complicações

Doença pode avançar silenciosamente; população deve procurar a Unidade Básica de Saúde

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Por Painel Rondônia
Diabetes pode começar sem sintomas e diagnóstico precoce evita complicações
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Você pode estar com a glicose alterada e não perceber. É justamente esse comportamento silencioso que faz do diabetes uma doença que exige atenção antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas. Em Porto Velho, a orientação da rede municipal é simples: não é preciso esperar passar mal para procurar uma Unidade Básica de Saúde e verificar como está a glicemia.

Atualmente, 13.980 pessoas com diabetes estão cadastradas nas UBSs do município e fazem acompanhamento pela rede. Desse total, aproximadamente 3.400 são insulino-dependentes. A maior prevalência está entre mulheres na faixa etária de 40 a 70 anos.

Para Soraya Dalboni, chefe do Núcleo de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o diabetes tipo 2 merece atenção justamente porque pode se desenvolver ao longo dos anos, muitas vezes associado aos hábitos de vida. “O diabetes é uma doença silenciosa. Principalmente no tipo 2, a pessoa pode desenvolver a doença ao longo do tempo e passar um período sem perceber. Por isso, não deve esperar os sintomas aparecerem para procurar uma unidade de saúde.”

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Quando os sinais aparecem, alguns podem ser facilmente confundidos com situações comuns do cotidiano. Cansaço excessivo, muita sede, boca e lábios ressecados, vontade frequente de urinar, perda de peso sem explicação e feridas que demoram para cicatrizar estão entre os alertas. Histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo e alimentação inadequada também aumentam a necessidade de atenção.

E é justamente aí que entra a Atenção Básica. A UBS mais próxima de casa pode ser a porta de entrada para descobrir uma alteração antes que ela se transforme em um problema maior. A rede disponibiliza avaliação e exames como teste de glicose, glicemia laboratorial e hemoglobina glicada, exame que auxilia na avaliação dos níveis de glicose dos últimos meses. “Não espere sentir alguma coisa. Procure a unidade básica e faça seus exames de rotina. É nesse acompanhamento que podemos identificar uma pessoa ainda no pré-diabetes ou descobrir o diabetes e começar os cuidados o quanto antes.”

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, ressalta que identificar precocemente a alteração permite iniciar orientações e acompanhamento antes do surgimento de complicações. “A nossa orientação é para que as pessoas procurem a unidade de saúde mesmo sem sintomas. A Atenção Básica está preparada para acolher, avaliar e acompanhar esse paciente. Quanto mais cedo identificarmos uma alteração, mais cedo podemos agir.”

Para quem já tem o diagnóstico, o município mantém acompanhamento nas unidades de saúde, com orientação profissional sobre alimentação, atividade física, controle do peso, tabagismo e consumo de álcool. Os pacientes insulino-dependentes também podem receber, conforme indicação e cadastro, insulinas e insumos para monitoramento da glicemia, como glicosímetros, tiras e lancetas.

A recomendação é manter acompanhamento periódico para que médicos e enfermeiros possam avaliar os resultados dos exames, a resposta ao tratamento e a necessidade de ajustes. “O paciente precisa estar cadastrado e acompanhado pela unidade. Além da medicação, quando indicada, temos o monitoramento com aparelho, fitas e lancetas. Esse acompanhamento é importante para avaliar se o tratamento está funcionando e orientar mudanças que melhoram a qualidade de vida.”

Para o prefeito Léo Moraes, ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico dentro dos bairros ajuda a evitar que doenças silenciosas sejam descobertas apenas quando já existem complicações. “A saúde também se faz antes da doença se agravar. Queremos que a população utilize as unidades básicas para prevenção, exames e acompanhamento. Descobrir cedo significa ter mais oportunidade de cuidar e preservar a qualidade de vida.”

A Semusa reforça que, mesmo quem se sente bem pode procurar a UBS de referência, conversar com a equipe de saúde e verificar se existe necessidade de realizar exames. Uma consulta de rotina hoje pode identificar um risco silencioso e evitar complicações no futuro.

FONTE/CRÉDITOS: CAPITAL RONDÔNIA
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