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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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COP30 fecha Pacote de Belém com 29 acordos para acelerar ação climática

Documento aprovado por 195 países marca acordos voltados a transição justa, o financiamento climático e a implementação acelerada das metas globais, mas deixa de lado ambições para extinguir combustíveis fósseis

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COP30 fecha Pacote de Belém com 29 acordos para acelerar ação climática
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A Conferência do Clima da ONU (COP30) encerrou os trabalhos no Brasil com a aprovação unânime do Pacote de Belém, um conjunto de 29 decisões para transformar compromissos climáticos em ações concretas.

Ao reunir 195 países em consenso, o acordo estabelece novos nortes para adaptação, financiamento, justiça climática e implementação do Acordo de Paris.

“Ao sairmos de Belém, esse momento não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como o início de uma década de mudança”, afirmou o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, no encerramento.

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O discurso sintetiza o tom do encontro: a compreensão de que o tempo para agir se estreita, e que a cooperação internacional precisa avançar com velocidade sem precedentes.

O que foi aprovado no Pacote de Belém:

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Triplicação do financiamento para adaptação até 2035

Os países reafirmaram a necessidade de ampliar de forma significativa os recursos destinados às nações em desenvolvimento. O documento também conclui o Roteiro de Adaptação de Baku, direcionando o trabalho para o ciclo 2026–2028.

Conjunto de 59 indicadores para a Meta Global de Adaptação

Os indicadores, de caráter voluntário, monitoram avanços em áreas como água, segurança alimentar, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de subsistência, além de finanças, tecnologia e capacitação.

Mecanismo de Transição Justa

O acordo reforça a centralidade das pessoas na ação climática, ampliando assistência técnica, capacitação e cooperação internacional para garantir transições equitativas e inclusivas.

Plano de Ação de Gênero

Aprimora o apoio a pontos focais nacionais de gênero, amplia financiamento sensível ao tema e promove a liderança de mulheres indígenas, afrodescendentes e rurais.

Decisão Mutirão

Documento que sintetiza o espírito colaborativo da COP30, marcando a passagem das negociações para a implementação. Ele prevê:

  • Acelerador Global de Implementação, voltado a apoiar países no avanço de NDCs e Planos Nacionais de Adaptação.
  • Missão Belém para 1,5°C, que reforça a cooperação internacional em mitigação e adaptação.

A COP da Implementação

Segundo o Brasil, a COP30 realizada na Amazônia se consolidou como um evento da Implementação. Pelo menos 122 países apresentaram NDCs novas ou revisadas, movimento considerado essencial para manter vivo o limite de 1,5°C.

Além disso, cerca de 120 Planos para Acelerar Soluções foram anunciados, abordando energia limpa, proteção de florestas, ações oceânicas e medidas voltadas à vida cotidiana.

Entre os anúncios mais relevantes estão:

  • FINI (Fostering Investible National Implementation): mecanismo para tornar PNAs investíveis, com a ambição de destravar US$ 1 trilhão em projetos de adaptação em até três anos;
  • Apoios do BID e do Fundo Verde para o Clima, além de compromisso de US$ 1,4 bilhão da Fundação Gates para pequenos agricultores;
  • Plano de Ação de Saúde de Belém, endossado por mais de 30 países, com US$ 300 milhões destinados a fortalecer sistemas de saúde resilientes ao clima;
  • Acelerador RAIZ, apoiado inicialmente por dez países, com foco em restaurar áreas degradadas e mobilizar capital privado para proteção florestal.

Roteiros de Belém: próximos passos

A Presidência da COP30 também apresentou os dois Roteiros de Belém, que guiarão o trabalho até 2026:

  • Roteiro de Florestas e Clima: coordenação global para deter e reverter o desmatamento;
  • Roteiro de Transição dos Combustíveis Fósseis: discussão sobre desafios fiscais, econômicos e sociais da transição energética e caminhos para expandir soluções de baixo carbono.

Até novembro de 2026, o Brasil permanece como presidente da Conferência e, portanto, responsável por conduzir a próxima fase do processo multilateral. Corrêa do Lago destacou três pilares prioritários:

  • Fortalecer o regime climático e o multilateralismo;
  • Conectar políticas climáticas ao cotidiano das pessoas;
  • Acelerar a implementação do Acordo de Paris.
FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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