A expansão de um dos métodos mais modernos de prevenção ao câncer do colo do útero ganhou um importante reforço nesta sexta-feira (21). A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e Departamento de Atenção Básica (DAB) que reuniu enfermeiros das unidades e comunidades da zona rural para alinhamento e treinamento sobre a coleta e o manuseio do teste molecular de DNA para o vírus do HPV. A tecnologia, até então restrita à área urbana, passa a atender as moradoras do campo.
A ampliação do serviço exigiu a estruturação do fluxo de logística e transporte das amostras. Por se tratar de um exame genético, o material requer cuidados específicos de armazenamento e prazo limite para análise laboratorial. Com a padronização dos processos e o treinamento das equipes, o atendimento na zona rural ganha a mesma segurança técnica aplicada na capital.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destacou a estratégia de implementação do exame e a meta da gestão. "O objetivo da Semusa sempre foi alcançar todas as mulheres do município. Para isso, foi preciso organizar o fluxo de transporte, estruturar a logística e seguir um cronograma rigoroso, que inclui a capacitação dos profissionais. Essa preparação garante a oferta do exame de forma segura, eficiente e com a qualidade necessária para a população", ressaltou a secretária.
O prefeito Léo Moraes destacou que a ampliação do atendimento representa mais acesso à prevenção e ao cuidado com a saúde das mulheres. "Estamos levando para a zona rural um atendimento que pode fazer a diferença na vida de muitas mulheres. Prevenir é cuidar, e nosso compromisso é garantir que os serviços de saúde cheguem a todas as comunidades, com qualidade, segurança e dignidade", afirmou o prefeito.
Como funciona o exame e quem deve fazer
A subgerente do Núcleo de Saúde da Criança, Adolescente e Bolsa Família da Semusa, Kelly Przybsz, detalhou a finalidade da metodologia e a faixa etária indicada. "O teste molecular é voltado para mulheres de 25 a 64 anos e identifica a presença do vírus antes do aparecimento de qualquer lesão. Ter o resultado positivo para HPV não significa diagnóstico de câncer, mas indica a necessidade de acompanhamento. Quando o resultado é negativo, a coleta só precisa ser repetida após cinco anos", explicou Kelly.
O novo exame substitui a rotina do preventivo tradicional (Papanicolau) para esse público. Caso a análise identifique tipos virais de alto risco para o desenvolvimento da doença, como o HPV 16 e 18, a paciente é encaminhada para colposcopia. Para os demais tipos do vírus, mantém-se o monitoramento preventivo em prazos menores.
Como acessar o serviço na zona urbana
Na capital, o exame de HPV já está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A mulher pertencente à faixa etária recomendada pode procurar a UBS mais próxima portando documento oficial com foto, cartão do SUS ou CPF, sem necessidade de encaminhamento médico. Com a conclusão do treinamento, a oferta do exame molecular será implementada de forma gradual nos postos e comunidades da zona rural.
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Texto: Taiana Mendonça
Edição: Secom
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