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Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026

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‘Compartilhei o tempo de Pelé e nunca vi nada parecido’: Ex-Portugal detona Cristiano Ronaldo

As quatro vitórias na Liga das Nações nos primeiros quatro jogos de Jorge Jesus à frente da seleção portuguesa ficaram em segundo plano devido ao embate com Cristiano Ronaldo, que abandonou o elenco após uma discussão com o treinador. Após o posicionamento do atacante sobre sua versão da história, uma lenda do futebol luso detonou …

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‘Compartilhei o tempo de Pelé e nunca vi nada parecido’: Ex-Portugal detona Cristiano Ronaldo
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‘Compartilhei o tempo de Pelé e nunca vi nada parecido’: Ex-Portugal detona Cristiano Ronaldo

As quatro vitórias na Liga das Nações nos primeiros quatro jogos de Jorge Jesus à frente da seleção portuguesa ficaram em segundo plano devido ao embate com Cristiano Ronaldo, que abandonou o elenco após uma discussão com o treinador. Após o posicionamento do atacante sobre sua versão da história, uma lenda do futebol luso detonou o artilheiro.

António Simões, que foi campeão da Champions League e ergueu 10 títulos da Liga Portugal pelo Benfica entre os anos 1960 e 1970, desaprovou a maneira que Cristiano Ronaldo lidou com o caso. Em declaração ao jornal “A Bola”, o ex-atacante de 82 anos saiu em defesa de Jesus, argumentando que o camisa 7 precisa respeitar a hierarquia, independentemente de seu status como um dos maiores jogadores da história de Portugal.

— Jorge Jesus tem todo o direito de fazer Cristiano Ronaldo aquecer por um minuto ou 30. Ele é o treinador. Eu aprendi e cresci respeitando meus companheiros de equipe mais experientes e o treinador. Por que Cristiano tem que receber tratamento especial? — começou Simões.

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Nos tempos de jogador, António Simões fez parte da melhor campanha da seleção na Copa do Mundo em 1966, quando ficou em 3º lugar. Companheiro de Eusébio nos Quinas e nos Encarnados, o ícone português também relembrou sua amizade com Pelé, que foi seu adversário nos Estados Unidos, para alertar Cristiano Ronaldo que os maiores nomes do esporte não tinham essa postura diante do treinador.

— Joguei com um rei chamado Eusébio. Compartilhei o tempo com um rei chamado Pelé, Maradona e companhia… Nunca vi nada parecido em torno de um rei — concluiu Simões.

A crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus na seleção portuguesa

Antes de assumir Portugal, Jorge Jesus trabalhou com o camisa 7 no Al-Nassr e, em suas primeiras entrevistas, havia deixado claro que continuaria a convocá-lo, mas a presença em campo estaria condicionada aos trabalhos diários. No jogo contra País de Gales, Cristiano Ronaldo foi titular e substituído no 2º tempo, ficando chateado com o técnico, que pediu desculpas. A informação é do jornalista Piers Morgan.

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Contra a Noruega, o centroavante ficou no banco de reservas, mas havia recebido a promessa de Jesus de que jogaria 30 minutos, o que não aconteceu. À imprensa, o técnico da seleção em nenhum momento confirmou a existência desse acordo, o que foi o estopim para o retorno de Cristiano Ronaldo à Arábia Saudita em meio à Data Fifa.

Na terça-feira (6), o astro usou suas redes sociais para se pronunciar sobre a crise. Sem citar Jorge Jesus nominalmente, Cristiano Ronaldo disse que o técnico faltou com a palavra e não mostrou essa atitude nas reuniões particulares entre as partes, se mostrando irritado com “expressões e agressividade que julga não merecer”.

O atacante pediu desculpas aos torcedores lusos e se colocou à disposição de Jesus para seguir atuando pelos Quinas. Na mesma nota, Cristiano Ronaldo divulgou um documento em que combinou oito tópicos para o treinador justificar a polêmica em coletiva, o que não aconteceu. Confira abaixo trecho do comunicado que deveria ter sido lido:

  • Propus ao Cristiano eu mesmo, sem mais ninguém, um plano para ele na Seleção Nacional. Foi uma conversa demorada e muito boa;
  • Sei o quanto ele vive e ama a seleção e o peso que tem no mundo, mais ainda, o peso e a influência positiva que tem na seleção há 24 anos consecutivos;
  • O plano que propus ao Cristiano foi aceito;
  • Ele nunca questionou as minhas opções. Foi exemplar, leal e profissional;
  • Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou;
  • Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje, não o faria;
  • Para encerrar o assunto: Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al-Nassr e aqui também;
  • Sobre não ter cumprimentado os torcedores. Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os fãs. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes reagimos. Foi só isso.
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    FONTE/CRÉDITOS: Matheus Cristianini
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