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Sexta-feira, 07 de Agosto de 2026

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CINEAMAZÔNIA leva cinema regional e reflexões sobre a Amazônia a estudantes de Itapuã do Oeste

Festival transformou a Escola Estadual Paulo Freire em uma sala de cinema e apresentou produções de Rondônia, promovendo debates sobre cultura, meio ambiente, inclusão e identidade amazônica

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Por Painel Rondônia
CINEAMAZÔNIA leva cinema regional e reflexões sobre a Amazônia a estudantes de Itapuã do Oeste
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Estudantes da Escola Estadual Paulo Freire, em Itapuã do Oeste, tiveram uma experiência diferente de aprendizado com a chegada da 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental. A iniciativa transformou o espaço escolar em uma sala de cinema e aproximou os alunos de produções audiovisuais realizadas na Amazônia.

Localizado a pouco mais de 100 quilômetros de Porto Velho, o município recebeu uma programação voltada à valorização do cinema regional e ao acesso à cultura. Além das exibições, os filmes serviram como ponto de partida para discussões sobre questões ambientais e sociais, identidade amazônica, acessibilidade e preservação.

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Durante a manhã, foram apresentados os filmes “E Assim Aprendi a Voar”, de Antonio Fargoni; “Guerra Intestina”, de Adailtom Alves; “Há Sinais”, dirigido por Édier William; e “Kika Não Foi Convidada”, de Juraci Júnior.

No período da tarde, os estudantes acompanharam “Através da Sacada”, “Beira”, que conta com a participação da atriz Kaline Leigue, “A Ascensão da Cigarra” e “A Lasca”, dirigido por Valdete Sousa.

Audiovisual como ferramenta de aprendizagem

A diretora da Escola Estadual Paulo Freire, Sandra Nogueira, destacou que o contato com o cinema pode contribuir para tornar o processo de aprendizagem mais significativo. Segundo ela, a escola já desenvolvia atividades relacionadas ao audiovisual, e a presença do festival ampliou essas experiências.

Para a diretora, apresentar conteúdos por meio do cinema permite que os estudantes tenham contato com diferentes perspectivas sobre a realidade amazônica e tenham acesso a informações de maneira mais criativa.

Sandra também ressaltou que experiências com produção audiovisual podem despertar nos jovens o interesse por novas áreas profissionais. De acordo com ela, alguns estudantes já demonstraram que possuem habilidades e interesse pela produção de conteúdo, o que pode abrir novas possibilidades para o futuro.

O professor Mateus Costa, integrante da equipe da escola, avaliou que a programação contribui para aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula da realidade dos alunos.

Segundo o educador, os estudantes já haviam participado de projetos relacionados ao cinema, e a presença do CINEAMAZÔNIA reforçou a importância de conhecer produções realizadas na própria região, que nem sempre conseguem alcançar um público amplo.

Filmes estimulam debate entre estudantes

A programação também provocou reflexões entre os alunos sobre o papel da cultura e a importância da representatividade no audiovisual.

A estudante Rayane de Oliveira, de 15 anos, afirmou que, embora tenha maior interesse pela leitura, considera importante levar atividades cinematográficas para dentro da escola, principalmente para estudantes que não têm facilidade de acesso às salas de cinema.

Para ela, a relação entre literatura e cinema também pode contribuir para o aprendizado e ampliar o interesse dos jovens pelas histórias apresentadas nas telas.

Entre os filmes exibidos, “Há Sinais” chamou especialmente a atenção do estudante Carlos Rodrigo da Silva Pereira, de 14 anos. A produção aborda questões relacionadas à acessibilidade e à inclusão, levando o jovem a refletir sobre a necessidade de garantir que a arte e a cultura sejam acessíveis a diferentes públicos.

Carlos também destacou que projetos como o festival podem ajudar a revelar talentos entre os estudantes, mostrando que atuar, dirigir ou produzir conteúdos audiovisuais podem ser caminhos profissionais possíveis.

Cultura e identidade amazônica

Além de proporcionar uma experiência diferente dentro da escola, o CINEAMAZÔNIA busca fortalecer o contato do público com obras produzidas na região e estimular a valorização da cultura amazônica.

A iniciativa utiliza o cinema como instrumento de educação, reflexão e formação cultural, permitindo que os estudantes conheçam histórias e perspectivas relacionadas ao território onde vivem.

A 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental é realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo e do Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura (FEDEC), por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL), do Governo de Rondônia.

O festival conta ainda com apoio da Cinemateca Brasileira, Sociedade Amigos da Cinemateca, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), LUCA – Laboratório Universitário de Cinema e Audiovisual, Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

A realização é da Acapulco Filmes.

FONTE/CRÉDITOS: Capital Rondônia
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