Fortaleza – O senador Cid Gomes (PSB) reagiu com críticas à decisão do irmão, Ciro Gomes, de deixar o PDT e se filiar ao PSDB, partido aliado ao PL de Jair Bolsonaro no Ceará. Em conversa com correligionários, Cid disse rejeitar o novo posicionamento político do ex-presidenciável e defendeu a própria coerência histórica.
“Eu mantenho a minha coerência. Eu estou do mesmo lado em que sempre estive, a vida inteira. Quem mudou foram eles. E, assim, mudar para ter uma condição diferente, muito bem. Mas mudar para se juntar ao que a gente sempre colocou como gente que tem feito mal ao Ceará também não faz sentido”, afirmou Cid Gomes.
O senador criticou ainda o deputado federal André Fernandes, elogiado por Ciro durante o evento de filiação ao PSDB como um “jovem talento”. “Eu não consigo me imaginar ao lado desse federal, André, que foi candidato a prefeito [de Fortaleza], quase ganhou a eleição. Mas, me perdoe: qual é o predicado que um rapaz desses tem? Qual é a experiência? Qual é o atributo? Nada, nada. Não vou nem falar da baixaria, né? Mas, enfim, às vezes, pela baixaria você vê o nível da pessoa. Então, assim, eu não consigo me ver desse lado”, disse Cid.
Cid Gomes também lamentou que Ciro não tenha tentado resolver internamente os problemas que o levaram a deixar o PDT e fez uma crítica velada ao PSDB cearense: “Roupa suja se lava em casa. Eu procuro fazer assim, uma série de reclamações, queixas que eu tenho. Fui governador, tratei bem os meus aliados. Nunca fiquei pegando de um partido que era aliado para trazer para o meu. Pois é, então eu faço as minhas reclamações dentro de casa e tal. Mas o natural, para mim, é permanecer onde eu estou”.
A filiação de Ciro ao PSDB, aliada ao PL estadual, também gerou movimentações políticas no Ceará. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à coluna Paulo Cappelli que estuda apoiar Ciro Gomes na disputa pelo Governo do Estado em 2026.
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