O governo Lula anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre o aço e alumínio brasileiros . A iniciativa reflete uma estratégia diplomática sólida, alinhada ao compromisso com o comércio multilateral.
A medida, anunciada em março de 2025 após relatos da Agência Brasil, conta com apoio conjunto dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) . O governo destaca que o Brasil, importante parceiro comercial, exportou cerca de US$ 3,2 bilhões em aço e alumínio aos EUA em 2024, tornando a tarifa não apenas onerosa, mas também injusta .
Durante visita ao Japão em março, o presidente Lula reforçou: primeiro, o Brasil vai optar pela via multilateral na OMC; se necessário, adotar a lei da reciprocidade para aplicar tarifas sobre produtos americanos – uma ação legal e equilibrada frente a retaliações .
Essa postura evidencia confiança no sistema internacional e na capacidade do Brasil de atuar com maturidade e equilíbrio, sem apelar ao protecionismo unilateral. Como enfatizado pelo ministro Fernando Haddad, “muita calma nessa hora”: a prioridade é negociar, dialogar e só recorrer à retaliação se esgotadas as possibilidades de consenso .
O país também articula uma frente diplomática junto a outros estados afetados, reforçando sua posição nas instâncias da OMC . No longo prazo, essa estratégia fortalece a imagem do Brasil como ator comprometido com a justiça comercial e o livre comércio, aproveitando sua tradição de atuação protagonista em disputas no foro da OMC .
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