Os Estados Unidos realizaram ataques militares contra a Venezuela e capturaram o líder do regime venezuelano, Nicolás Maduro, removendo-os do país, segundo declaração do presidente Donald Trump. A informação surpreendeu a comunidade diplomática internacional pela natureza extraordinária da ação.
Segundo Américo Martins, analista de internacional da CNN Brasil, a operação militar americana atingiu Caracas e outros estados venezuelanos, em uma ação coordenada que parece ter sido meticulosamente planejada.
“Essa é uma situação muito extraordinária de um país basicamente usar essas forças especiais para entrar num outro país soberano, capturar o seu chefe de Estado e levá-lo para fora do país”, afirmou o analista.
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O governo venezuelano reagiu imediatamente, declarando estado de emergência nacional e mobilizando forças de defesa em várias cidades do país.
Em comunicado oficial, as autoridades venezuelanas classificaram a ação como “agressão militar” e “ataque imperialista”, acusando os Estados Unidos de terem interesse no petróleo e nos recursos minerais do país sul-americano, que possui a maior reserva confirmada de petróleo do mundo.
Guerra contra o narcotráfico como justificativa
Segundo o analista, os Estados Unidos vinham há meses denunciando o governo de Maduro e acusando diversas autoridades venezuelanas de envolvimento com o narcotráfico.
“Os Estados Unidos, em muitos momentos, chegou a chamar o Maduro de um líder de um Estado narcotraficante”, explicou Américo.
A justificativa legal que Trump deverá apresentar para os ataques e a suposta captura de Maduro será baseada na guerra contra o narcotráfico.
“A justificativa que o presidente Donald Trump vai usar para essas ações todas, tanto o ataque como a suposta captura do Maduro, vai ser de que os Estados Unidos estão numa guerra contra o narcotráfico, estão tentando proteger a sua população nos Estados Unidos”, analisou.
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