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Domingo, 15 de Fevereiro de 2026

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24 horas de Maduro preso: veja cronologia da captura do ditador venezuelano

Ação surpreendente dos EUA foi resultado de meses de planejamento com ensaios detalhados para a realização de uma das operações militares mais complexas do país

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Por Painel Rondônia
24 horas de Maduro preso: veja cronologia da captura do ditador venezuelano
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Uma operação militar dos Estados Unidos na madrugada de sábado (3) culminou na prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, seguido da sua transferência para os Estados Unidos, onde permanece sob custódia da Justiça americana. A ação, considerada uma das mais complexas já realizadas por Washington, foi o resultado de meses de planejamento e de coleta de inteligência.

Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn, em Nova York, onde deve responder a acusações federais que incluem conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas e dispositivos destrutivos, conforme anunciado pela procuradora-geral dos EUA.

Cronologia das 24 horas que marcaram a operação

2h50 – Relatos de explosões e movimentação em Caracas
Moradores relataram fortes explosões, ruído de aeronaves e correria nas ruas da capital venezuelana no início da madrugada. Ao menos sete detonacões foram ouvidas em cerca de 30 minutos, e partes da cidade ficaram sem energia. Um oficial venezuelano ouvido pelo The New York Times afirmou que pelo menos 40 pessoas morreram durante a ofensiva — número ainda não confirmado oficialmente.

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3h00 – Captura de Maduro e Cilia Flores
Forças especiais da Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA, chegaram ao complexo onde o presidente e sua esposa, Cilia Flores, dormiam. A operação, apoiada por uma equipe da CIA presente no país desde agosto, surpreendeu a segurança venezuelana e resultou na captura do casal presidencial.

3h20 – Retirada dos detidos por via aérea
Pouco depois da detenção, Maduro e sua esposa foram transportados por helicóptero até o USS Iwo Jima, um navio militar americano posicionado no Caribe, que serviu como ponto de transição antes do traslado aos EUA.

6h21 – Confirmação oficial do presidente dos EUA
O então presidente americano, Donald Trump, anunciou a operação em sua rede social, Truth Social, afirmando que os Estados Unidos haviam realizado um ataque de grande escala, capturado Maduro e retirado o líder venezuelano junto com sua esposa do país.

6h40 – Reação do governo venezuelano
A televisão estatal da Venezuela classificou a ação como uma grave agressão internacional e violação da Carta das Nações Unidas, denunciando tentativa de confiscar recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais.

13h23 – Trump divulga imagem de Maduro preso
Trump publicou a primeira imagem de Maduro após a captura, mostrando o líder venezuelano com os olhos vendados, fones de ouvido e aparentemente algemado — foto que foi amplamente difundida nas redes sociais.

13h40 – Anúncio sobre governo provisório
Em coletiva, Trump afirmou que os Estados Unidos governariam a Venezuela “até que uma transição segura, adequada e sensata” fosse possível, descartando inicialmente a liderança de opositores locais por falta de apoio popular.

15h00 – Declaração da vice-presidente venezuelana
Em Caracas, a vice-presidente Delcy Rodríguez reafirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo da Venezuela e qualificou sua prisão como “sequestro”. A Suprema Corte venezuelana declarou Rodríguez como presidente interina em exercício diante da ausência oficial de Maduro.

18h40 – Chegada aos Estados Unidos
Horas após a prisão, Maduro desembarcou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York, escoltado por agentes federais. Ele foi processado pela DEA (Drug Enforcement Administration) e segue detido no Brooklyn, aguardando sua audiência em corte federal em Manhattan.

23h00 – Detenção no Centro Metropolitano de Brooklyn
Maduro foi oficialmente levado ao Centro de Detenção Metropolitano, onde figuras envolvidas em casos de grande repercussão já estiveram detidas. Seu comparecimento em tribunal está previsto para os próximos dias.

Repercussões internacionais

A captura de Maduro provocou forte reação global:

  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou a ação americana, afirmando que foi uma afronta ao direito internacional e ultrapassou “uma linha inaceitável”.

  • A França declarou que a operação contrariou princípios do direito internacional e ressaltou que mudanças políticas duradouras não podem ser impostas externamente.

  • A Coreia do Norte classificou a ação como “a mais grave violação da soberania”.

  • O presidente argentino Javier Milei saudou a prisão de Maduro como um avanço da liberdade.

  • O Conselho de Segurança da ONU agendou uma reunião de emergência para debater a operação.

Analistas internacionais também questionam a legalidade da operação sob a lei internacional, observando que prisões de líderes estrangeiros sem mandato internacional e sem autorização das Nações Unidas levantam dúvidas jurídicas relevantes.

Contexto e próximos passos

A captura de um chefe de Estado em exercício por forças de outro país é um evento raro e com profundas implicações geopolíticas. A operação americana foi precedida por acusações de narcoterrorismo e crimes associados ao regime de Maduro, que serão objeto de julgamento nos Estados Unidos. A resposta internacional continua se desdobrando, e os efeitos na estabilidade da região ainda são avaliados por governos, especialistas em direito internacional e organismos multilaterais.

FONTE/CRÉDITOS: ADM 2
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