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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026

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Rayan ou Estêvão? Ancelotti chega à Data Fifa com dilema no ataque da seleção brasileira

Carlo Ancelotti se prepara para dar início a seu segundo ciclo à frente da seleção brasileira a partir desta sexta-feira (25), às 7h (de Brasília), em duelo com a Austrália, no primeiro amistoso pós-Copa do Mundo. Nesta Data Fifa, o treinador enfrentará a seleção da Oceania duas vezes, e viajará à Índia para encarar os …

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Rayan ou Estêvão? Ancelotti chega à Data Fifa com dilema no ataque da seleção brasileira
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Rayan ou Estêvão? Ancelotti chega à Data Fifa com dilema no ataque da seleção brasileira

Carlo Ancelotti se prepara para dar início a seu segundo ciclo à frente da seleção brasileira a partir desta sexta-feira (25), às 7h (de Brasília), em duelo com a Austrália, no primeiro amistoso pós-Copa do Mundo. Nesta Data Fifa, o treinador enfrentará a seleção da Oceania duas vezes, e viajará à Índia para encarar os donos da casa. Neste período, um dos objetivos é encontrar uma espinha dorsal para a Seleção.

O treinador reformulou a base da equipe em sua primeira convocação após a Copa do Mundo. Dos 26 nomes que compuseram a delegação brasileira nos Estados Unidos, apenas nove disputaram o Mundial, entre junho e julho. A ideia da comissão técnica, sob o comando de Ancelotti, é encontrar novas peças, em todos os setores, para montar o ciclo até 2030.

Nestes primeiros desafios, um dos dilemas do italiano nasce no ataque. Com o retorno de Estêvão, cortado da Copa do Mundo com uma lesão muscular de grau 4, o treinador volta a ter sua preferência pelo lado direito; por outro lado, Rayan, que assumiu a posição durante o Mundial, vive um momento melhor em comparação com o brasileiro do Chelsea.

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A tendência é que o treinador utilize ambos ao longo dos próximos amistosos, para não correr riscos de lesão durante as partidas contra Austrália e Índia. No entanto, os duelos servirão para que Ancelotti tenha uma ideia mais clara de qual jogador iniciará o ciclo para 2030 como titular e prioridade pela ponta-direita — caso o italiano opte por manter a formação.

Estêvão perdeu espaço no Chelsea e busca se reencontrar na seleção brasileira

Estêvão vive uma temporada apagado até o momento no Chelsea. O atacante, após se recuperar de lesão, iniciou a pré-temporada como titular com Xabi Alonso, mas perdeu espaço após a chegada de Morgan Rogers. Nas primeiras rodadas da Premier League, o treinador espanhol optou pelo trio formado por Cole Palmer, Rogers e João Pedro. A disputa aqui é com Pedro Neto, mas como ala — justamente onde o brasileiro não quer jogar.

O brasileiro, utilizado pela direita ou centralizado no Chelsea, foi titular apenas nos compromissos dos Blues pela Copa da Liga Inglesa. Pela Premier League, somou poucos minutos (42) e tem sofrido para conquistar sua posição. Também não soma participações para gol nas partidas disputadas na temporada até o momento.

Mesmo assim, Estêvão ganhou mais um voto de confiança com Ancelotti para defender a seleção brasileira. Antes da Copa do Mundo, o atacante era o artilheiro da era do italiano à frente da pentacampeã mundial, com cinco gols marcados. Ainda que tenha tentado se recuperar a tempo para disputar o Mundial, mesmo com uma ruptura quase completa do músculo, não foi levado aos Estados Unidos pelo treinador.

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— Tento dar meu melhor nos treinos, e dar o meu melhor quando recebo oportunidades, e isso vai dia após dia. Todas as oportunidades que eu tiver, e que eu tive, acho que tenho agarrado. Tento controlar aquilo que eu posso — afirmou Estêvão, em entrevista coletiva na Austrália.

Nesta temporada, Estêvão vive um cenário semelhante ao de Endrick, que também tem sido pouco utilizado no Real Madrid. Ambos seguem nos planos do treinador, mesmo com poucos minutos disputados por Chelsea e Galácticos. Ainda assim, esta baixa minutagem deve colocá-los atrás na corrida pela titularidade na seleção brasileira.

Rayan inicia temporada prestigiado no Bournemouth e na Seleção

Para assumir a titularidade, Estêvão terá de superar Rayan, tanto nos treinos quanto nos amistosos. Isto porque, diferentemente do atacante do Chelsea, o ex-Vasco iniciou 2026/27 como terminou a última temporada: prestigiado na seleção brasileira e com a titularidade assegurada no Bournemouth.

O atacante conquistou a vaga entre os 11 iniciais de Carlo Ancelotti durante a Copa do Mundo, com a lesão de Raphinha. A mudança do camisa 11 para a função de falso 9 no Barcelona permite a Ancelotti manter Rayan na ponta-direita neste primeiro momento — ou reutilizar Estêvão, a depender de sua preferência.

No Bournemouth, mesmo com a mudança no comando técnico, Rayan foi titular em seis dos sete jogos — só não esteve entre os 11 iniciais no compromisso diante do Lincoln City, pela Copa da Liga Inglesa. Ele soma dois gols na temporada, e foi elogiado pelo treinador Marco Rose, que substituiu Andoni Iraola, pela sua evolução com o decorrer das partida.

Rayan comemora gol pelo BournemouthRayan comemora gol pelo Bournemouth. Foto: IMAGO / Focus Images

Rayan também tem um perfil diferente de Estêvão. Comparado ao atacante do Chelsea, ele é capaz de exercer mais pressão sobre o adversário e auxiliar na marcação da seleção brasileira. Na Copa do Mundo, foi escolhido para auxiliar o lateral-direito Danilo, do Flamengo, na função pelo corredor.

O atacante do Bournemouth surgiu somente em março na lista da seleção brasileira, na última convocação antes do corte final. Mesmo sem marcar nos amistosos contra França e Croácia, ele ganhou uma vaga à Copa do Mundo diante da lesão de Estêvão e de Rodrygo. Em sua passagem pelo Bournemouth, ele soma sete gols e duas assistências em 22 partidas. Pela Seleção, são seis jogos, um gol e uma assistência.

Ancelotti pode alterar formação da seleção brasileira para acomodar novo Raphinha

A opção por Estêvão ou Rayan passa diretamente pela mudança na posição de Raphinha. Como tem atuado centralizado no Barcelona, em função semelhante àquela exercida por Matheus Cunha durante a Copa do Mundo, a tendência é que Ancelotti mantenha o atacante como um falso 9 em seus primeiros amistosos neste ciclo.

Se Raphinha continuar na ponta-direita, Estêvão e Rayan precisariam ser deslocados para o meio-campo. Endrick, como centroavante, teria até mais oportunidades do que a dupla do futebol inglês, para se garantir como titular — pelas ideias já adotadas por Ancelotti desde o último ano.

Durante a Copa do Mundo, Ancelotti alternou entre três e quatro atacantes por partida. Na estreia, diante de Marrocos, Raphinha e Vinícius Junior iniciaram como titular, ao lado do centroavante Igor Thiago. O treinador, no entanto, não voltou a utilizar o atacante do Brentford até a eliminação diante da Noruega, nas oitavas de final.

Raphinha celebra gol pelo BarcelonaRaphinha celebra gol pelo Barcelona (Foto: Javier Borrego/ZUMA Press Wire/Imago)

No ataque, Ancelotti ainda contará com Samuel Lino e Pedro, ambos do Flamengo, como opções para os próximos amistosos. Lino já havia sido convocado pelo treinador italiano no último, enquanto o centroavante, que disputou a Copa do Mundo de 2022, não havia defendido a seleção brasileira desde junho de 2023.

O corte de João Pedro, no entanto, indica que Raphinha será utilizado centralizado. O centroavante do Chelsea chegou a ser convocado, mas foi substituído por Martinelli, meio-campista. Assim, Ancelotti tem apenas o atacante do Barcelona e Pedro como opções para exercer a função de um camisa 9.

Próximos jogos da seleção brasileira

  • 25/9 – Austrália x Brasil
  • 29/9 – Austrália x Brasil
  • 3/10 – Índia x Brasil
FONTE/CRÉDITOS: Murillo César Alves
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