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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026

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Esses são os 6 maiores jogadores que ficaram sem a Bola de Ouro

A Bola de Ouro 2026 será entregue na segunda-feira, em Londres, às 17h (de Brasília), com Harry Kane, Lamine Yamal, dentre outros, entre os principais candidatos. Desde 1956, a Bola de Ouro construiu uma galeria de vencedores que inclui alguns dos maiores jogadores de todos os tempos. Mas também deixou para trás nomes cuja grandeza …

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Esses são os 6 maiores jogadores que ficaram sem a Bola de Ouro
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Esses são os 6 maiores jogadores que ficaram sem a Bola de Ouro

A Bola de Ouro 2026 será entregue na segunda-feira, em Londres, às 17h (de Brasília), com Harry Kane, Lamine Yamal, dentre outros, entre os principais candidatos.

Desde 1956, a Bola de Ouro construiu uma galeria de vencedores que inclui alguns dos maiores jogadores de todos os tempos. Mas também deixou para trás nomes cuja grandeza não está em discussão.

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Em alguns casos, faltou apenas estar no lugar certo no ano certo. Em outros, o problema foi competir com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, atuar em uma posição pouco valorizada ou simplesmente alcançar o auge antes de o regulamento permitir disputar o troféu.

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A seguir, a Trivela reúne seis dos maiores jogadores que nunca conquistaram a Bola de Ouro e explica por que o prêmio escapou de cada um.

Ferenc Puskás Real MadridFerenc Puskás do Real Madrid. (Foto: Imago)

1. Ferenc Puskás: o prêmio chegou tarde demais

Ferenc Puskás é talvez o caso em que o calendário mais pesou. O húngaro já era uma estrela mundial antes mesmo da criação da Bola de Ouro, em 1956. Foi o grande nome da Hungria que dominou o futebol europeu no início daquela década e chegou como favorita absoluta à Copa do Mundo de 1954, perdida para a Alemanha Ocidental na final.

Quando o prêmio começou a ser distribuído, Puskás já havia atravessado boa parte de seu auge. Ainda assim, sua segunda fase de carreira foi extraordinária. Depois de chegar ao Real Madrid em 1958, marcou 242 gols em 262 partidas, ganhou cinco títulos espanhóis e três Copas dos Campeões da Europa.

Sua melhor colocação na Bola de Ouro veio em 1960, quando terminou em segundo lugar. Por que não ganhou? Porque a premiação começou tarde demais para contemplar os melhores anos do jogador que havia liderado uma das seleções mais revolucionárias da história.

Thierry Henry (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)Thierry Henry (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

2. Thierry Henry: duas grandes chances, dois obstáculos diferentes

Poucos jogadores dominaram a Premier League como Thierry Henry. O francês combinava velocidade, técnica e produção ofensiva em um Arsenal que marcou época. Foi campeão inglês invicto em 2003/04, conquistou duas Chuteiras de Ouro europeias e ainda conduziu os Gunners à primeira final de Champions League da história do clube, em 2006.

Henry também possuía um currículo que dificilmente poderia ser apontado como obstáculo: campeão mundial em 1998 e europeu em 2000 com a França. Mesmo assim, nunca ganhou a Bola de Ouro.

Chegou mais perto em 2003, quando ficou em segundo lugar. Três anos depois, terminou em terceiro após levar Arsenal e França às finais da Champions e da Copa do Mundo, respectivamente.

Por que não ganhou? Em 2003, sua temporada encontrou a concorrência que acabou levando Pavel Nedved ao prêmio. Em 2006, a derrota francesa para a Itália na final da Copa pesou numa votação em que Fabio Cannavaro, capitão da seleção campeã, terminou vencedor.

Henry teve anos dignos de Bola de Ouro. O que nunca teve foi um ano em que seus méritos coincidissem com a narrativa mais forte da temporada. Sua ausência entre os vencedores é tão marcante que a própria Trivela já revisitou as temporadas em que o francês poderia ter sido eleito o melhor jogador do mundo.

Iniesta na disputa pela Bola de Ouro de 2010Iniesta na disputa pela Bola de Ouro de 2010 (Foto: IMAGO / Gribaudi/ImagePhoto)

3. Andrés Iniesta: nem decidir uma Copa foi suficiente

Se existe um jogador que poderia perguntar o que mais precisava ter feito para ganhar a Bola de Ouro, Andrés Iniesta certamente entraria na discussão.

O espanhol foi uma das peças centrais do Barcelona que dominou a Europa sob Pep Guardiola e da seleção espanhola que conquistou Eurocopa, Copa do Mundo e novamente a Eurocopa entre 2008 e 2012. Em 2010, Iniesta ainda marcou o gol do título mundial contra a Holanda.

Mesmo assim, terminou em segundo na Bola de Ouro. O vencedor foi seu companheiro de Barcelona Lionel Messi, resultado que até hoje alimenta discussões sobre os critérios da premiação. Dois anos depois, Iniesta voltou ao pódio, desta vez em terceiro, após liderar a Espanha em mais uma conquista europeia.

Por que não ganhou? Porque atingiu seu auge exatamente durante a era de Messi e Cristiano Ronaldo. Iniesta reuniu títulos, influência coletiva e um dos gols mais importantes da história de seu país, mas competiu contra números individuais praticamente sem precedentes.

Poucos casos demonstram tão bem como a geração de um jogador pode definir seu destino em uma premiação individual.

Luis Suárez se despede da Seleção Uruguaia em setembro de 2024. Foto: Icon SportLuis Suárez se despede da Seleção Uruguaia em setembro de 2024. Foto: Icon Sport

4. Luis Suárez: mais de 500 gols e nenhum pódio

O caso de Luis Suárez tem uma particularidade ainda mais surpreendente: o uruguaio não apenas nunca ganhou a Bola de Ouro, como também nunca terminou entre os três primeiros.

Isso aconteceu com um atacante que foi artilheiro na Holanda, Inglaterra e Espanha, passou dos 500 gols por clubes e teve temporadas em que produziu no mesmo nível dos maiores nomes do planeta.

Em 2013/14, quase conduziu o Liverpool ao título inglês. Depois, no Barcelona, passou a integrar com Messi e Neymar um dos ataques mais dominantes da história recente e conquistou a tríplice coroa logo em sua primeira temporada completa no clube.

Também foi decisivo pela seleção uruguaia, campeã da Copa América de 2011. Por que não ganhou? Novamente, a época pesou. Suárez produziu seus melhores anos durante o longo domínio de Messi e Cristiano Ronaldo.

Além disso, dividiu protagonismo no Barcelona justamente com Messi, o que reduziu ainda mais seu espaço individual nas votações. O fato de nunca ter subido ao pódio talvez seja mais surpreendente do que a própria ausência de uma vitória, especialmente para um atacante que a Trivela colocou entre os cinco melhores jogadores da década de 2010.

Paolo Maldini ItáliaPaolo Maldini pelo Itália em Copa do Mundo 1994. Foto: IMAGO / WEREK /Sven Simon

5. Paolo Maldini: a barreira histórica para os defensores

A Bola de Ouro quase sempre favoreceu quem decide partidas com gols. Paolo Maldini representa o outro lado dessa lógica. O italiano passou toda a carreira no Milan e se tornou referência de excelência defensiva por mais de duas décadas. Ganhou cinco vezes a principal competição europeia e comandou algumas das melhores defesas que o futebol já viu.

Sua grande oportunidade veio em 2003. Capitão do Milan campeão da Champions League, Maldini terminou em terceiro na eleição. Quatro anos depois, ainda levantaria outra Champions.

Por que não ganhou? Porque defensores historicamente precisam de circunstâncias excepcionais para conquistar o prêmio.

Maldini também encerrou a carreira pela seleção italiana antes da Copa do Mundo de 2006. Naquele torneio, Fabio Cannavaro liderou a defesa campeã e conseguiu justamente aquilo que Maldini nunca alcançou: transformar uma campanha defensiva histórica em Bola de Ouro.

O problema de Maldini nunca foi falta de longevidade, títulos ou influência. Foi disputar um prêmio em que sua posição quase sempre começa em desvantagem.

Mbappé chega a 100 jogos de Champions e tira de Messi recorde de precocidade (Imago)Mbappé chega a 100 jogos de Champions e tira de Messi recorde de precocidade (Imago)

6. Kylian Mbappé: o único que ainda pode mudar a história

Kylian Mbappé aparece nesta lista em uma situação completamente diferente dos demais: seu caso ainda não está encerrado. O francês já construiu um currículo que teria colocado muitos jogadores no topo da votação em outras épocas.

Foi campeão mundial em 2018 ainda jovem e marcou na final. Em 2022, fez três gols na decisão contra a Argentina, algo que não acontecia em uma final de Copa desde Geoff Hurst, em 1966. Ainda assim, viu Messi conquistar o título mundial e depois a Bola de Ouro.

Sua transferência para o Real Madrid aumentou ainda mais a possibilidade de combinar os números individuais que sempre apresentou com os grandes títulos europeus que podem pesar na votação.

Por que ainda não ganhou? Porque seus maiores momentos individuais coincidiram com histórias ainda maiores nas respectivas votações.

Em 2022, principalmente, o hat-trick em uma final de Copa encontrou pela frente a conquista que faltava à carreira de Messi. Mas Mbappé tem uma vantagem que Puskás, Henry, Iniesta, Suárez e Maldini já não possuem: tempo para sair desta lista.

A história da Bola de Ouro mostra que talento e currículo nem sempre bastam. É preciso também que auge individual, títulos, contexto e narrativa coincidam no mesmo momento. Para alguns dos maiores jogadores de todos os tempos, isso simplesmente nunca aconteceu.

FONTE/CRÉDITOS: Naim Beneddra
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