Painel Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026

Geral

Chelsea: Erro de goleiro e expulsão não podem ser muletas para Xabi Alonso após derrota

A derrota do Chelsea por 2 a 0 para o Tottenham, neste sábado (24), em Stamford Bridge, teve na falha de Mike Penders (gol contra) e na expulsão de Cole Palmer seus episódios mais marcantes. Os dois lances, porém, não explicam sozinhos o resultado. Antes mesmo de o placar sair do zero, o time de …

Painel Rondônia
Por Painel Rondônia
Chelsea: Erro de goleiro e expulsão não podem ser muletas para Xabi Alonso após derrota
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
Chelsea: Erro de goleiro e expulsão não podem ser muletas para Xabi Alonso após derrota

A derrota do Chelsea por 2 a 0 para o Tottenham, neste sábado (24), em Stamford Bridge, teve na falha de Mike Penders (gol contra) e na expulsão de Cole Palmer seus episódios mais marcantes. Os dois lances, porém, não explicam sozinhos o resultado. Antes mesmo de o placar sair do zero, o time de Xabi Alonso já apresentava dificuldades para controlar as ações, sustentar a pressão e transformar a posse de bola em oportunidades consistentes.

É natural que os erros individuais e a inferioridade numérica ganhem espaço na análise de uma partida decidida por detalhes. O problema começa quando esses acontecimentos se tornam explicações suficientes para tudo o que deu errado.

.nsnbn{max-width:800px;width:100%;display:flex;align-items:center;gap:18px;padding:16px 18px;border:2px solid #fff;border-radius:16px;text-decoration:none;font-family:Arial,sans-serif;overflow:hidden;box-shadow:0 6px 18px rgba(0,0,0,.12);transition:all .2s ease;margin:16px auto;box-sizing:border-box} .nsnbn:hover{transform:translateY(-2px);box-shadow:0 10px 24px rgba(0,0,0,.18)} .nsnbn-image{flex-shrink:0;width:170px;height:95px;border-radius:12px;overflow:hidden;border:2px solid rgba(255,255,255,.35)} .nsnbn-image img{width:100% !important;height:100% !important;object-fit:cover;display:block;max-width:none !important} .nsnbn-content{flex:1;color:#fff;min-width:0} .nsnbn-badge{display:inline-block;background:#fff;font-size:11px;font-weight:700;text-transform:uppercase;letter-spacing:.3px;padding:5px 9px;border-radius:999px;margin-bottom:8px} .nsnbn-content h3{margin:0 0 6px !important;font-size:23px !important;line-height:1.1 !important;font-weight:800 !important;color:#fff !important} .nsnbn-content p{margin:0 !important;color:rgba(255,255,255,.92) !important;font-size:14px !important;line-height:1.4 !important} .nsnbn-button{flex-shrink:0;background:#fff;font-size:14px;font-weight:700;padding:11px 16px;border-radius:9px;white-space:nowrap;transition:all .2s ease} .nsnbn:hover .nsnbn-button{background:#f3f3f3} @media (max-width:700px){.nsnbn{flex-direction:column;align-items:flex-start}.nsnbn-image{width:100%;height:180px}.nsnbn-content h3{font-size:20px !important}.nsnbn-button{margin-top:10px}}
Como números alarmantes mostram que o físico de Reece James é um problema para o Chelsea

Como números alarmantes mostram que o físico de Reece James é um problema para o Chelsea

Leia →

O Chelsea não perdeu só porque seu goleiro falhou ou porque ficou com um jogador a menos. Perdeu também porque o planejamento inicial não funcionou como esperado, o Tottenham encontrou maneiras de escapar da marcação e as respostas do treinador demoraram a aparecer.

Leia Também:

O resultado, portanto, exige uma avaliação que vá além dos lances mais marcantes. Alonso não pode ser responsabilizado pela execução desastrosa de Penders ou tratado como culpado direto pela expulsão de Palmer, mas precisa responder pelas escolhas que deixaram os Blues em desvantagem no confronto tático.

Escolhas de Xabi Alonso deixaram o Chelsea sem referências no ataque

Morgan Rogers em ação durante Chelsea 0 x 2 TottenhamMorgan Rogers em ação durante Chelsea 0 x 2 Tottenham (Foto: Mark Greenwood / IPS / IMAGO)

A ausência de João Pedro, lesionado, obrigou o treinador a encontrar uma alternativa para o comando do ataque. Xabi optou por Morgan Rogers como uma espécie de falso nove, apostando na movimentação do inglês para criar dificuldades à defesa adversária. A ideia tinha uma lógica: oferecer mobilidade, aproximar jogadores por dentro e explorar os espaços entre as linhas. Na prática, porém, o Chelsea perdeu uma referência mais clara na área.

Sem um centroavante capaz de prender os zagueiros, disputar bolas pelo alto e dar sequência às jogadas em posições avançadas, a equipe teve dificuldades para transformar suas movimentações em perigo constante. Rogers possui características que favorecem a participação na construção, mas sua utilização centralizada não compensou a ausência de João Pedro. Faltou profundidade, assim como presença para ocupar os espaços mais próximos do gol.

A titularidade de Geovany Quenda também merece uma análise cuidadosa. A disputa por minutos entre o jovem português e Estêvão é uma questão relevante na gestão do elenco, mas seria simplista olhar para o resultado e concluir que o brasileiro necessariamente deveria ter começado jogando.

Uma decisão de escalação precisa ser avaliada pelo contexto e pelas funções planejadas, não somente pelo placar final. Ainda assim, a partida reforça a necessidade de Xabi encontrar maneiras mais eficientes de aproveitar as características de seus jogadores e distribuir os minutos sem perder capacidade ofensiva.

O problema não ficou restrito ao último terço. O Tottenham conseguiu impor seu ritmo em boa parte do confronto e dificultou a progressão dos mandantes. Moisés Caicedo e Jordan Henderson tiveram dificuldades para sustentar o equilíbrio do meio-campo, enquanto Palmer e Rogers apareciam distantes demais das zonas em que poderiam causar maior dano.

Com poucas conexões entre os setores, o Chelsea passou a recorrer a lançamentos longos e chutões, muitas vezes sem condições favoráveis para disputar a segunda bola.

A pressão alta, outra característica importante da proposta de Alonso, tampouco funcionou com a regularidade necessária. O time da casa tentou recuperar a posse no campo adversário, mas nem sempre conseguiu coordenar os movimentos de seus jogadores.

Quando a primeira linha era superada, o Tottenham encontrava espaços para avançar e ultrapassar setores da marcação. A equipe de Roberto De Zerbi, assim, conseguia escapar da pressão e dar continuidade às jogadas, expondo as dificuldades coletivas dos Blues.

Erro de Penders e expulsão de Palmer agravaram problemas que já existiam

Palmer durante Chelsea 0 x 2 TottenhamPalmer durante Chelsea 0 x 2 Tottenham (Foto: John Patrick Fletcher / Action Plus / IMAGO)

A leitura de jogo de Xabi Alonso talvez seja o aspecto mais questionável da derrota.

Diante de um Tottenham que conseguiu controlar a posse durante boa parte do primeiro tempo, o treinador manteve a estrutura inicial após o intervalo, sem promover de imediato mudanças capazes de alterar a dinâmica do confronto. Os ajustes vieram, mas o adversário já havia passado tempo considerável conduzindo a partida em condições favoráveis.

Isso não significa que o Chelsea estivesse completamente dominado ou que a derrota fosse inevitável. O primeiro tempo terminou sem gols, e os mandantes também encontraram momentos para ameaçar a meta defendida por Kinsky. O ponto é outro: mesmo com o placar zerado, havia sinais de que a equipe precisava melhorar sua ocupação dos espaços, conectar melhor o meio-campo ao ataque e encontrar formas mais consistentes de escapar da pressão adversária.

Aos 31 minutos da segunda etapa, a falha de Penders mudou o cenário. Após uma cobrança de escanteio, o goleiro saiu mal e acabou mandando a bola contra a própria meta. Foi um erro individual grave, capaz de desestabilizar qualquer time, sobretudo em um clássico equilibrado. Pouco depois, a expulsão de Palmer deixou o Chelsea em situação ainda mais complicada, e Mathys Tel aproveitou os espaços para marcar o segundo gol dos visitantes.

Seria injusto ignorar o impacto desses episódios. O gol contra colocou os Spurs em vantagem, enquanto a expulsão reduziu as possibilidades de reação dos mandantes. Mas ambos aconteceram em uma partida na qual o Chelsea já enfrentava dificuldades para controlar o meio-campo, construir ataques e impedir a progressão rival. Os lances agravaram os problemas; não foram a origem de todos eles.

Há ainda uma questão defensiva que não pode ser tratada como detalhe isolado: os oito gols sofridos pelo Chelsea em jogadas de bola parada na Premier League. Uma sequência dessa natureza exige atenção e trabalho específico. A responsabilidade não se resume ao goleiro ou aos jogadores envolvidos em cada lance, pois envolve posicionamento, organização coletiva, definição de marcações e execução. Cabe à comissão técnica encontrar soluções.

A análise não precisa transformar uma derrota em sentença definitiva sobre o trabalho de Xabi Alonso. O treinador deve ser reconhecido quando suas ideias funcionam, suas substituições mudam o rumo de uma partida ou seu planejamento oferece vantagens à equipe. Pelo mesmo critério, também precisa ser cobrado quando as escolhas iniciais não entregam o resultado esperado e as correções demoram a produzir efeito.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Calvano
Comentários: